O Motorola Razr 60 Ultra marca a continuação do trabalho da empresa em trazer o nome da marca de volta para as bocas do mundo, pegando no mesmo nome de equipamento que outrora havia impulsionado a Motorola.
Com os smartphones dobráveis e serem, ainda, um desafio constante, o Motorola Razr 60 Ultra não trouxe uma mudança gigantesca exterior quando comparado ao modelo anterior, mas todos os pontos premium de um smartphone estão incluídos neste pequeno formato que cabe dentro do bolso.

Continuando a aliar a tecnologia ao estilo de cada utilizador, o Motorola Razr 60 Ultra oferece ainda acabamentos diferenciados em cada cor para que possa complementar o estilo de cada consumidor.
Performance que se dobra
O Motorola Razr 60 Ultra é um smartphone extremamente completo no que diz respeito a características gerais do equipamento, com a empresa a ter-se preocupado em colocar tudo o que é essencial ter quando se paga um valor mais alto por um dispositivo.

Com um peso total de 199g, o smartphone conta com um ecrã exterior de 4 polegadas, pOLED com uma taxa de atualização que pode chegar aos 165Hz, um brilho máximo de 3000 nits, compatível com HDR10+ e ainda com proteção Corning Gorilla Flass-Ceramic. Ao desdobrar, encontramos o ecrã maior, de cerca de 7 polegadas, com tecnologia AMOLED, HDR10+, uma taxa de atualização de até 165Hz e um brilho máximo de 4500 nits.
A traseira do smartphone, o lugar onde o toque diferenciador é colocado, pode ter diferentes acabamentos que vão desde a madeira, à pele vegana e até, no caso da cor verde que tivemos em testes, em alcântara, que lhe confere sempre um toque diferente e mais premium sem deixar de lado a qualidade dos materiais.

A dobradiça deste ano foi reforçada, sendo agora de titânio, mas mantém o mesmo conforto para abrir e fechar vezes sem conta o Motorola Razr 60 Ultra, mostrando-se resistente o suficiente para aguentar vários ângulos de abertura, mas suave para não ser preciso uma força extra para abrir ou fechar o dispositivo, tendo ainda uma resistência IP48.
No interior do smartphone encontramos o processador Snapdragon 8 Elite acompanhado de 512GB de memória interna e 16GB de memória RAM, o que garante que todas as aplicações e tarefas corram sem o mínimo problema neste pequeno grande smartphone.
A alimentar todo o sistema encontramos, neste formato dobrável, uma bateria de 4700 mAh capaz de carregar a uma velocidade máxima de 68W por cabo e 30W via carregador sem fios.
Ao redor do smartphone temos então os habituais botões de volume e power, do lado direito, sendo que este segundo é, também, o leitor de impressões digitais. No lado oposto encontramos um novo botão que a empresa apelidou de AI Key que, nada mais é que um atalho para ativar o Moto AI que pode ainda ser configurado para ter uma segunda função à escolha do utilizador.

Em termos das câmaras, o Motorola Razr 60 Ultra conta com um conjunto triplo de câmaras de 50MP, sendo que a principal exterior tem uma abertura f/1.8, a ultra grande angular, que serve também como câmara para fotografias macro, tem uma abertura f/2.0 e a câmara interior tem também uma abertura f/2.0.

Tanto as cores utilizadas no smartphone como as que vemos nos ecrãs e que são captadas pelas câmaras têm a validação Pantone tanto para as cores como para os tons de pele, garantindo assim a confiança de que estamos a ver o que é considerado o padrão de cada cor.
Câmaras que não deixam nada de fora
O Motorola Razr 60 Ultra tem um conjunto de câmaras muito bem trabalhado, tanto a principal como as secundárias.
Com apenas duas câmaras exteriores, a versatilidade continua a estar garantida podendo cada uma das câmaras assumir mais que um tipo de fotografia.





O ecrã externo é sempre uma mais valia, pois permite-nos recorrer à melhor câmara do smartphone mesmo quando tiramos um selfie, mostrando exatamente o que estamos a captar e no formato preferêncial.
No que diz respeito aos resultados obtidos, a Motorola elevou a fasquia neste segmento com melhorias bastante boas face ao modelo anterior. As fotos têm agora um equilíbrio de brancos quase perfeito, cores bem equilibradas e muito fiéis à realidade e sem qualquer tipo de exagero no pós processamento.





Os dias ficam bonitos e agradáveis à vista, preservando todos os detalhes possível e cores, assim como as noites ganham mais vida sem parecer que tudo foi “processado” para compensar alguma falha.




Sem sombra de dúvida que a Motorola apostou bastante no Motorola Razr 60 Ultra para conseguir entregar um conjunto de câmaras completo dentro deste formato dobrável mais compacto, com a possibilidade de tirar retratos com 3 distância focais distintas, fazer zoom ótico até 4x e apanhar toda a paisagem de uma só vez ou ir atrás do mais pequeno detalhe dentro de uma flor.






Quando chega a noite, o Motorola Razr 60 Ultra mantém o mesmo trabalho de qualidade, com o céu ganhar alguma cor como acontece na vida real, as luzes a criarem poucos reflexos e o pós processamento a garantir que as cores não ficam influenciadas pela iluminação artificial do espaço.





No campo do vídeo, este é um equipamento que oferece a possibilidade de gravar diretamente conteúdo Dolby Vision e que tem ainda o zoom áudio, através de IA, para focar tanto a imagem como o som no mesmo motivo principal.
A versatilidade do Motorola Razr 60 Ultra
Este tipo de smartphones dobráveis com o formato do Motorola Razr 60 Ultra foram, desde o início, o formato que mais nos cativou, mas sempre tiveram um problema constante: falta sempre algo.
Com o passar dos anos esse problema foi sendo reduzido e, agora, este é o primeiro smartphone dobrável por nós analisado em que podemos confirmar que a Motorola conseguiu entregar um smartphone de topo completo, mas que podemos dobrar ao meio.

O Motorola Razr 60 Ultra oferece conforto de utilização, tem bons ecrãs (tanto por dentro como por fora), não tem problemas para correr qualquer aplicação e tem bateria à vontade para um dia completo sem qualquer tipo de contenção necessária.
Podemos dizer mesmo que é um smartphone normal, mas que se dobra ao meio.

O ecrã externo é um ponto que nunca esperamos utilizar tantas vezes como acabamos por usar (o que também ajuda com a questão da bateria) e o facto da Motorola permitir correr qualquer aplicação de origem e ainda controlar o aproveitamento do ecrã externo, é um uso bastante confortável para pequenas respostas rápidas ou para navegar em diferentes aplicações.
A nova capa do modelo Motorola Razr 60 Ultra teve também mudanças e melhorias que tornaram tudo mais confortável. O estilo “transportar o smartphone como uma pequena mala” é mais confortável e mais versátil para quase todos os utilizadores, o que nos agradou.

Apesar de muitas pessoas ainda continuarem a olhar quando reparam numa pessoa a responder a uma mensagem num pequeno quadrado, não sendo ainda algo muito comum, não houve uma única pessoa que tenha interagido com o Motorola Razr 60 Ultra que não tivesse gostado muito de todo o design, especialmente o toque na capa traseira com o material diferenciado.
Moto AI, Perplexity e Gemini
A Inteligência Artificial tem sido o foco da tecnologia em todo o mundo e os smartphone viraram a interação mais direta com diversos modelos.
No caso do Motorola Razr 60 Ultra este poderá ser o ponto em que achamos que a empresa está ainda um pouco confusa com o rumo que quer dar aos smartphones.

Isto porque o smartphone tem, de origem, o Moto AI, o Gemini e o Perplexity instalados no equipamento. São três modelos de chatbot com funcionalidades iguais/semelhantes que, a nosso ver, podiam ser integrados num único modelo que, logicamente, seria o Moto AI.
Se o Gemini é bastante completo, o Perplexity permite-nos ter respostas muito mais completas e desenvolvidas, ficando apenas limitado na questão da integração com outras aplicações.
O Moto AI tem funcionalidades muito boas da própria Motorola, como o prestar atenção ou pedir o resumo das notificações, mas acaba por ser o menos utilizado de forma geral (pelo menos por nós) sendo aquele que tem uma tecla dedicada no smartphone.

Acreditamos que futuramente a empresa irá aperfeiçoar este ponto em questão, mas até lá existe aqui alguma confusão entre assistentes de IA.
Será o Motorola Razr 60 Ultra o dobrável “perfeito”?
Um smartphone perfeito é, infelizmente, algo que não existe e que não deverá existir tão depressa. Há sempre algo mais para melhorar, algo novo para incorporar ou um design diferente para chegar a mais pessoas.
No entanto, dentro do mercado atual, os dobráveis ainda não têm muitas diferenças entre todos eles, sendo o foco sempre a experiência de utilização em cada um, a qualidade de construção e, obviamente, incorporar câmaras de topo num formato limitado e sem tanto espaço como um dispositivo com um formato normal.

Apesar das limitações, acreditamos que o Motorola Razr 60 Ultra poderá estar, atualmente, no pináculo do que podemos esperar de um smartphone deste género.
Estamos perante um smartphone dobrável com dois ecrãs muito bons, com cores em todos os pontos do equipamento validadas pela Pantone, uma integração do sistema bem trabalhada (mas ainda com ligeiras falhas aqui e ali), um conforto de utilização muito bom, materiais de qualidade e com um acabamento diferente, uma bateria que se aguenta como um equipamento normal e ainda um conjunto de câmaras completo e com qualidade. No fundo, o que qualquer pessoa procura num smartphone de topo.

Mas então, quer isto dizer que o Motorola Razr 60 Ultra é o smartphone perfeito? Não… Esse conceito ainda está longe de existir. Apesar de muito completo, existem ainda problemas com o software que precisam de algumas afinações.
Algumas aplicações ficam com as dimensões um pouco alteradas quando passamos de um ecrã para o outro, nem todas as notificações de sistema, como por exemplo o despertador, estão integradas de forma perfeita com o ecrã exterior e, aqui sim o maior problema para já da Motorola, a empresa só garante 3 anos de atualizações de sistema e 5 de segurança, um padrão abaixo do que muitas outras marcas já oferece.

Apesar de tudo, o Motorola Razr 60 Ultra é um smartphone que se tornou extremamente fácil para nós recomendarmos a qualquer pessoa e a qualquer tipo de utilizador, dos mais básicos aos mais vaidosos, dos que precisam de uma boa câmara ou dos que procuram apenas um processador de topo.
Recordando os tempos iniciais em que a Motorola conquistou o mercado com os Razr V3, parece-nos que a empresa vai conseguir voltar a repetir este sucesso com a mesma gama, agora com os smartphones.

O Motorola Razr 60 Ultra pode ser adquirido por um PVPR de 1299.99€ tendo, à data de publicação desta análise, a oferta dos Moto Buds+ e do Moto Watch Fit.
Agradecemos à Motorola por nos disponibilizar o Motorola Razr 60 Ultra para análise.



