O novo Google Pixel 11 não chamou tanto a atenção no lançamento como as versões Pro por parecer demasiado igual ao modelo do ano passado. No entanto, as diferenças estão lá e são significativas.
Com praticamente o mesmo hardware, o Google Pixel 11 parece ser igual mas oferece muita coisa diferente quando olhamos para o resultado final.
As características gerais do Google Pixel 11
Com muitas coisas em comum com o Google Pixel 10 do ano passado, o Google Pixel 11 poderá não surpreender os consumidores quando olham apenas para os números na ficha técnica, mas a verdade é que, quando juntamos tudo, temos diferenças significativas no resultado final.
Em termos de dimensões, falamos de 152,8 x 72 x 8,6 mm com um peso total de cerca de 197g, o que o torna o mais pequeno e leve da nova família de smartphones Google Pixel. A traseira é feita de vidro, mas neste modelo não temos o acabamento fosco como nas versões Pro, o que o torna um autêntico íman de dedadas.

Quanto aos números, o Google Pixel 11 conta com um ecrã Actua de 6,3 polegadas com tecnologia OLED e uma taxa de atualização variável de até 120Hz protegido por vidro Corning Gorilla Glass Victus 2 e que consegue atingir um brilho máximo de até 3000 nits.
No interior do Google Pixel 11 encontramos o novo processador Tensor G6 de 3 nm com o coprocessador de segurança Titan M3, acompanhados de 256 ou 512 GB de memória interna com 12GB de memória RAM. No caso da versão de 512GB o smartphone conta com Zoned UFS para um desempenho mais rápido.
Em termos de câmeras o Google Pixel 11 conta com um módulo redesenhado, agora completamente feito em vidro para um design mais alinhado com toda a gama, que integra uma câmera principal de 48MP com uma abertura f/1.7, uma telephoto de 10.8MP com uma abertura f/3.1 e uma ultra grande angular de 13MP com uma abertura f/2.2. Na parte da frente encontramos ainda uma câmera de 10.5MP com abertura f/2.2.

A alimentar tudo isto encontramos uma bateria de 4985 mAh que conta com um carregamento rápido que permite obter até 55% de carga em cerca de 30 minutos com um carregar USB-C de 30W ou superior. Além disso, conta com um carregamento de até 25W sem fios via Pixelsnap.
O novo Google Pixel 11 vem preparado para todas as funcionalidade oferecidas pelo Gemini Intelligence e para receber atualizações durante 7 anos, começando de origem com o Android 17.
O Google Pixel 11 pode ser adquirido com um PVPR inicial de 1019€ nas cores Gelo Lilás, Pistácio, Híbisco ou Obsidiana.
Parece ser o mesmo, mas quando o usamos é bastante diferente
Não sabemos explicar muito bem o que mudou, mas a primeira vez que pegamos no Google Pixel 11, parece que estamos a pegar no Google Pixel 10, mas agora com um módulo de câmaras todo em vidro e um pouco mais pequeno.
No entanto, quando o começamos a utilizar, parece ser um smartphone completamente diferente. O sistema responde melhor, as funcionalidades estão mais polidas e o próprio equipamento sente-se diferente na mão, mas isso podemos justificar com o facto de que, apesar de as dimensões permanecerem iguais, o peso ter reduzido dos 204g para os 197g.
Tirando isso e o processador atualizados, falamos do mesmo ecrã OLED com 120Hz de taxa de atualização e um brilho máximo de até 3000 nits, a mesma proteção Corning Glass Victus 2, um sistema de câmeras muito semelhante e uma bateria ligeiramente maior.
Mesmo em termos de uma das funcionalidades em destaque da nova gama, o Pixel HiLigh, o novo Google Pixel 11 não integra essa funcionalidade, pelo que o deixa extremamente parecido com o modelo do ano passado. Este é um ponto positivo ao mesmo tempo que é um ponto negativo.

Apesar de não haver nenhuma queixa que possamos apontar ao facto de manterem a grande maioria das características do modelo anterior, o novo Google Pixel 11 acaba por se tornar menos apelativo para o consumidor que não investiga mais a fundo o equipamento, deixando o estrelado apenas para os novos modelos Pro.
No entanto, ganhamos imenso com o novo modelo base, para os casos em que o consumidor não está à procura de um topo de gama, mas não quer deixar de estar muito bem servido.
Uma câmara igual, mas diferente
Os números enganam, e no campo das câmeras é onde esse fator vai influenciar mais os resultados obtidos.
O novo Google Pixel 11 conta com as mesmas 3 câmeras traseiras com a mesma resolução e a mesma abertura. No entanto, se formos ver os números mais aprofundados, vemos que não são exatamente as mesmas câmeras e o resultado final, de facto, mostra que existem diferenças subtis entre os dois modelos.



As câmeras do novo modelo conseguem oferecer resultados mais nítidos e detalhados, com um processamento de imagem ainda melhor que o que a Google já nos tinha habituado no modelo anterior.
Chegamos a um ponto em que os números apresentados nas câmeras nem sempre significam que o resultado final vai ser melhor e a Google, em especial, sempre foi muito boa a provar que os números não fazem a imagem final.
Com os principais números das câmeras iguais, o Google Pixel 11 consegue melhorar o resultado final oferecendo fotografias ainda mais bem trabalhadas e detalhadas, com cores super equilibradas em termos de cores e de brancos, assim como em níveis de saturação.




O resultado final, durante o dia, é que conseguimos ter imagens prontas para partilhar, com um detalhe bem trabalhado e um equilíbrio geral extremamente agradável ao olho, pronto para ser partilhado em qualquer plataforma sem a necessidade de edição.
Além disso, o modo noturno está mais rápido e eficaz, com as fotos a terminarem com um detalhe bem conseguido, um céu bastante presente e um controlo de focos de luz ainda mais bem trabalhado e sem brilhos extremos nos candeeiros na rua, por exemplo.









O novo processado ajuda, de facto, com esta questão, uma vez que precisamos de menos tempo para captar uma imagem noturna o que, para quem não tem as mãos mais estáveis à face da terra, é sempre um ponto extra.
O Super Zoom de 30x poderá ser útil para algumas pessoas, mas de forma geral nunca fomos os maiores fãs deste tipo de zoom. É bom de o ter quando é necessário, mas são fotos que não são pensadas para, depois, serem utilizadas para as redes sociais ou para qualquer tipo de partilha.



Apesar de o trabalho feito pela Google ser de louvar, especialmente por se tratar do modelo base da gama, as fotos não conseguem estar sequer perto de serem de qualidade superior, o que limita um pouco o uso destas imagens.
De forma geral, não compensa de todo passar de um Google Pixel 10 para um Google Pixel 11, mas a verdade é que existem diferenças e, sem dúvida alguma, essas diferenças conseguem-se ver logo na primeira foto tirada com o novo smartphone.
Uma bateria para todo o dia, com um tamanho que cabe confortavelmente no bolso
Apesar de que os modelos base da Google nunca tenham sido complicados de trazer no bolso, o Google Pixel 11 continua a oferecer este ponto extra face aos modelos Pro (em especial o modelo XL) sem deixar de parte o facto e que o utilizador precisa de ter energia para um dia inteiro de utilização, seja ela mais intensiva ou mais controlada.
Mantendo o tamanho compacto e com um peso mais leve, o Google Pixel 11 entra facilmente em qualquer bolso sem pesar demasiado e mantém uma autonomia muito boa.

Não é um smartphone para jogar constantemente, apesar de se aguentar bem, os jogos e o brilho elevado do ecrã acaba por consumir muita energia da bateria de 4985 mAh. No entanto, com um uso normal, acaba por se aguentar muito bem.
Seja em dias onde recorremos mais à câmera e ao entretenimento, ou em dias mais calmos com apenas as atividades normais do dia a dia, o Google Pixel 11 mostrou ser capaz de aguentar muito bem um dia inteiro sem problema algum.

O carregamento mais rápido é sempre bem vindo, mas como acabamos sempre por o deixar a carregar durante a noite, não existem pressas do nosso lado para ganhar energia extra durante o dia. No entanto, se for necessário, podemos conseguir até 55% de energia com cerca de 30 minutos de carregamento via cabo USB-C.
Melhorias internas que não se notam no exterior
Apesar de o Google Pixel 11 estar melhorado em diversos pontos, visto de fora parece exatamente o mesmo smartphone do ano passado.
No entanto, temos de dar pontos extra à Google por conseguir oferecer ainda mais dentro do mesmo corpo, sem deixar de parte nada relevante.

Claro que o facto da funcionalidade HiLight não estar integrada no Google Pixel 11 é algo que nos faz alguma confusão, uma vez que se trata de um dos pontos em destaque da linha de 2026, também percebemos que tem de haver pontos diferenciadores para os modelos Pro.
A bateria, ligeiramente maior, consegue oferecer ainda mais autonomia e acompanhar o novo Tensor G6 sem limitar a utilização do utilizador, conseguindo sempre chegar ao fim do dia com cerca de 30/20% de energia, consoante o uso do equipamento.
Continuamos a não ser os maiores fãs das traseiras em vidro brilhante, uma vez que acaba por levar o utilizar a limpar constantemente o smartphone para não parecer que está sujo, mas a construção e os acabamentos não deixam de estar muito bem feitos e elegantes no smartphone.

O “novo” módulo de câmeras vai além da diferença visual e consegue melhorar, ainda mais, as fotos conseguidas pelo smartphone. De forma geral, temos mais detalhe e um aprimoramento mais preciso e semelhante à realidade com o novo Google Pixel 11. As cores são equilibradas e sem exageros, com uma saturação agradável ao olho e, quando a luz exterior começa a diminuir, continuamos a conseguir fotos excelentes.
Os céus ganham alguma vida e as cores de tudo o que nos rodeiam conseguem ser mantidas apesar da coloração da iluminação artificial em redor.
De forma geral, podemos dizer que o Google Pixel 11 é um smartphone extremamente completo para a grande maioria dos que procuram um topo de gama, sem comprometer nenhuma das funcionalidades principais face aos modelos Pro. Tem as suas diferenças, obviamente, mas essas só se tornam relevantes para quem procura, de facto, o melhor do melhor que a Google tem para oferecer.

Para quem tem o Google Pixel 10, poderá não sentir grandes diferenças se fizer a troca este ano, mas para modelos antigos, vai ser um bom salto que se pode fazer à confiança.
O Google Pixel 11 pode ser adquirido com um PVPR inicial de 1019€ nas cores Gelo Lilás, Pistácio, Híbisco ou Obsidiana.
Agradecemos à Google por nos disponibilizar o Google Pixel 11 para análise.


