A Anthropic divulgou um relatório detalhando casos de utilização maliciosa do Claude entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 por grupos ligados à Rússia e à China.
As atividades identificadas incluem ciberataques, operações de desinformação, vigilância, burlas, desenvolvimento de armas biológicas e convencionais e destilação de modelos de IA.
Agentes de IA completaram extração de mais de 2100 tokens de autenticação Azure AD em 34 horas com intervenção humana mínima usando o Claude
Um dos casos mais preocupantes envolve o coletivo ShinyHunters, conhecido por ataques de roubo de dados em grande escala.
Um alegado membro francófono do grupo com o pseudónimo “frkoo” distribuiu um sistema de extração de credenciais por 10 instâncias AWS EC2 que descarregou e analisou 1,8 milhões de APKs Android de múltiplas lojas de aplicações à procura de chaves e credenciais incorporadas no código.
A velocidade do ataque é reveladora do potencial da IA para acelerar operações maliciosas. Um suspeito ligado ao ShinyHunters conseguiu extrair dados de autenticação e obter mais de 2100 conjuntos de tokens Azure AD associados a mais de 40 empresas clientes da Microsoft em apenas 34 horas.

Segundo a Anthropic, os agentes de IA realizaram praticamente todo o trabalho de forma autónoma.
O relatório surge numa altura particularmente sensível para a Anthropic, poucos dias depois de o CEO Dario Amodei ter publicado um ensaio a defender um abrandamento coordenado no desenvolvimento de IA precisamente por receios de que sistemas cada vez mais capazes possam ser usados para ciberataques em grande escala.
A revelação de que o próprio Claude foi usado para este tipo de operações ilustra de forma concreta os riscos que Amodei descreveu.

