Apenas as IA que cumpram estes 8 requisitos serão legais na Europa

A Europa está a preparar-se para impor importantes barreiras à inteligência artificial.

Para que uma plataforma baseada em IA possa operar na Europa, terá de seguir estes 8 requisitos.

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Plataformas de IA têm de cumprir estes 8 requisitos para operar na Europa

A aprovação da Lei da Inteligência Artificial pela União Europeia, em março de 2024, está a gerar as primeiras consequências práticas.

Desde então, o organismo europeu tem debatido intensamente sobre como implementar as novas normas e estabelecido prazos para as empresas e cidadãos se adequarem aos requisitos.

O prazo mais recente e importante foi no domingo, 2 de fevereiro de 2025, data limite para a adaptação às regulamentações do artigo 5, que abrange todos os aspectos relacionados com a IA e os níveis de risco que ela representa para a população.

Agora que o período de adaptação terminou, a União Europeia tem a autoridade para proibir as ferramentas de IA que se encaixem no nível de risco mais elevado.

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Esta nova lei foi concebida para abranger uma vasta gama de áreas relacionadas com a IA, com especial enfoque nos limites das ferramentas que podem ser utilizadas tanto por empresas como por cidadãos. A principal questão será o que pode, ou não, ser feito por uma IA dentro das fronteiras da lei.

Quatro Níveis de Risco para as Ferramentas de IA

Para organizar a aplicação da legislação, a União Europeia estabeleceu uma classificação em quatro níveis de risco, que servem para categorizar as diferentes ferramentas de IA disponíveis no mercado.

Cada nível de risco implica um conjunto diferente de regulamentações e exigências:

  1. Nível 1: Risco Mínimo
    Ferramentas de IA que apresentam riscos muito baixos para a segurança e direitos dos cidadãos. Exemplos incluem filtros de spam para e-mails baseados em IA. Estas ferramentas não necessitam de qualquer supervisão regulatória.
  2. Nível 2: Risco Limitado
    Este nível inclui aplicações como chatbots de atendimento ao cliente, que utilizam IA para interagir com os utilizadores e resolver problemas simples. Ferramentas deste tipo terão regulamentações mais ligeiras, com exigências mínimas de conformidade.
  3. Nível 3: Risco Alto
    Ferramentas que tomam decisões mais significativas, como as IA usadas em diagnósticos médicos ou recomendações terapêuticas, entram neste nível. Estas serão rigorosamente monitorizadas e sujeitas a uma supervisão contínua e detalhada.
  4. Nível 4: Risco Inaceitável
    Ferramentas de IA que representam um risco claro para os direitos e segurança dos indivíduos, quebrando as regras estabelecidas pela União Europeia. Estes sistemas não serão apenas regulados, mas proibidos de ser utilizados, com penalizações severas para as empresas que desrespeitarem a legislação.
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O Que Está Fora dos Limites?

O artigo 5 da Lei da Inteligência Artificial delineia os critérios que uma IA não pode ultrapassar, especialmente aquelas que caem no nível 4 de risco.

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Embora os requisitos sejam amplos e, por vezes, ambíguos, os reguladores terão um papel fundamental em interpretar as situações em cada caso específico.

Eis algumas das principais atividades que, caso realizadas por IA, a colocariam diretamente no nível de risco inaceitável:

  • Classificação social baseada no comportamento – A IA não pode criar sistemas de pontuação social com base no comportamento dos utilizadores.
  • Manipulação subliminar – As ferramentas de IA não podem manipular decisões das pessoas de forma dissimulada ou enganosa.
  • Exploração de vulnerabilidades – As IAs não devem explorar situações de vulnerabilidade, como pobreza, idade ou deficiências.
  • Previsão de crimes com base na aparência – Ferramentas que tentem prever a probabilidade de uma pessoa cometer um crime com base em características físicas ou comportamentais.
  • Reconhecimento biométrico para orientação sexual – O uso de IA para identificar a orientação sexual de indivíduos através de reconhecimento biométrico é proibido.
  • Reconhecimento facial em espaços públicos – O uso de IA para reconhecimento facial em tempo real em lugares públicos também se encaixa neste nível de risco.
  • Leitura emocional no trabalho ou na escola – Ferramentas que tentem avaliar as emoções das pessoas no ambiente de trabalho ou escolar são igualmente vedadas.
  • Extração de dados pessoais – As IAs que extraem dados pessoais de fontes públicas, como a internet ou câmaras de segurança, para criar bases de dados, entram diretamente no nível 4.
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Penalizações Severas para as Empresas

Embora ainda não tenha sido especificado qualquer caso concreto de ferramentas proibidas ou classificadas no nível 4, a União Europeia deixou claro que as consequências para empresas que desrespeitem a nova legislação serão severas.

Se uma empresa utilizar uma IA considerada de risco inaceitável e for proibida na Europa, poderá ser multada em até 35 milhões de euros ou 7% do seu volume de negócios anual.

Esta lei é um marco importante para o desenvolvimento da Inteligência Artificial na Europa e estabelece um novo padrão global para a regulamentação da IA, que poderá influenciar outras regiões do mundo a seguir o exemplo.

A medida visa garantir que a tecnologia seja utilizada de maneira ética e responsável, protegendo os direitos e liberdades dos cidadãos, enquanto se evitam potenciais abusos e riscos à segurança pública.

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