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Apple abre o seu ecossistema ao Google Stadia e xCloud, mas aplica condições

Há algumas semanas, a Apple mostrou-se perentória em recusar a entrada dos serviços de streaming de jogos, como o Google Stadia ou o Microsoft xCloud, no seu ecossistema, devido a esses não respeitarem as políticas da App Store.

No entanto, a marca americana parece ter alterado a sua opinião e realizou uma alteração às suas políticas de forma a adicionar a integração destas plataformas.

No entanto, para que estas plataformas possam ser usadas no mundo Apple, foram impostas várias condições que têm sido contestadas pelos fabricantes.

microsoft xcloud apple
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Apple altera política da App Store e permite aplicações de streaming de jogos

No dia 11 de setembro, a Apple introduziu na sua política da App Store um novo ponto de forma a permitir a integração das plataformas de streaming de jogos.

A Apple acrescentou assim o ponto 4.9 referente a videojogos em streaming onde refere que estes estão permitidos sempre que cumprirem os guias da loja de aplicações.

Embora desta forma já seja possível aos fabricantes colocarem as suas plataformas nos sistemas da Apple, a verdade é que este será um processo complicado e confuso tanto para as empresas como para os utilizadores.

Segundo as indicações da Apple, cada jogo disponibilizado deverá ser submetido, revisto e aceite de forma individual de forma a que seja criada uma página específica para cada jogo, para que apareça nas pesquisas, para que seja possível avaliar individualmente cada jogo e para que seja possível utilizar o controlo parental e a ferramenta de avaliação de tempo de utilização da aplicação.

google stadia

Além disso, terá de integrar o pagamento da subscrição in-app, os jogos devem ser descarregados diretamente da App Store e deverá integrar a opção de início de sessão com conta Apple.

Desta forma, todos os jogos têm de ser carregados de forma individual e passarão a ser considerados como aplicações individuais, mesmo que façam parte do catálogo de produtos de determinado serviço.

Ou seja, se uma plataforma de streaming de jogos disponibilizar 150 títulos, terão de ser criados esses 150 títulos que deverão ser instalados um a um pelos utilizadores. No máximo, as plataformas apenas poderão ter uma aplicação catálogo, que envie diretamente o utilizador para a página do jogo na App Store.

Esta decisão tem sido bastante contestada pela Microsoft que refere que trará uma má experiência para o utilizador, impossibilitando-o de saltar entre jogos de forma rápida e fácil.

Com estas normas, a Apple acaba por desvirtuar um pouco o conceito destas plataformas de streaming de jogos, que pretende centralizar os vários títulos de forma a que seja possível alternar entre eles como acontece numa aplicação de streaming de música.

De relembrar que há alguns rumores de que a Apple poderá estar também a desenvolver a sua própria plataforma de streaming de jogos.

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