Amanhã, 9 de setembro, a Apple realiza o seu evento anual de setembro no Apple Park, este ano com algumas diferenças.
Pela primeira vez, é John Ternus quem sobe ao palco como CEO, depois da saída de Tim Cook. Além disso, teremos também um novo alinhamento de produtos com novidades à altura desse momento histórico.
A linha iPhone 18 Pro, que traz evoluções técnicas significativas, e o iPhone Ultra, o primeiro smartphone dobrável da Apple em mais de dezassete anos de história do iPhone.
O slogan escolhido pela Apple para o evento é “Surprise and shine” e os rumores acumulados nos últimos meses sugerem que a surpresa pode mesmo existir, especialmente no capítulo do dobrável.

iPhone 18 Pro e iPhone Ultra: tudo o que sabemos antes do evento
O chip que muda tudo
O A20 Pro, produzido pela TSMC em processo de 2 nanómetros, é o coração de ambos os modelos Pro e do iPhone Ultra.
Os números que circulam apontam para um ganho de desempenho de cerca de 18% e uma melhoria de eficiência energética até 30% face ao A19 Pro.
Ambos os modelos chegam com 12 GB de RAM, um aumento que visa melhorar as capacidades de inteligência artificial a correr localmente no dispositivo.
O modem é o Apple C2, a segunda geração do chip de conectividade próprio da Apple.

iPhone 18 Pro: A evolução que se vê nos detalhes
O design mantém-se próximo do iPhone 17 Pro, com ecrãs de 6,3 e 6,9 polegadas e a plataforma traseira com três câmaras.
A grande novidade visual é a Dynamic Island mais pequena com os componentes do Face ID a migrarem para baixo do ecrã, libertando espaço no painel frontal, embora o sistema completo não fique ainda totalmente oculto.
Na fotografia, o rumor mais consistente é o da abertura variável na câmara principal de 48 MP.
Em vez da abertura fixa habitual, o utilizador passa a ter controlo sobre a quantidade de luz que entra na objectiva, o que muda a profundidade de campo de forma real, não simulada por software.
É uma funcionalidade que a Huawei e a Samsung já oferecem nos seus topos de gama e que a Apple terá demorado a adoptar por razões de qualidade de construção e consistência óptica.
Os ecrãs LTPO+ prometem maior eficiência energética e a bateria do Pro Max deverá chegar aos 5.567 mAh, um salto considerável face aos 5.088 mAh do modelo anterior.
O iPhone 18 Pro deverá estar disponível em quatro cores: Dark Cherry, um vermelho escuro de tom vinhoso que é a cor de destaque desta geração, azul claro, cinzento escuro e prateado.

iPhone Ultra — o dobrável que a Apple guardou para o momento certo
O iPhone Ultra é, sem dúvida, o produto mais aguardado do evento.
Trata-se do primeiro smartphone dobrável da Apple, num formato semelhante ao Galaxy Z Fold ao estilo passaporte com ecrã exterior de 5,5 polegadas e ecrã interior de 7,8 polegadas.
A dobradiça em titânio e metal líquido promete um vinco praticamente invisível, algo que os rumores mais recentes descrevem como uma das prioridades de engenharia da Apple neste produto.
Em termos de hardware, partilha o A20 Pro e os 12 GB de RAM com os modelos Pro. A câmara traseira são duas lentes de 48 MP, menos do que os três sensores dos Pro, uma concessão à espessura do dispositivo.
Na parte frontal, existe um sensor de 24 MP sob o ecrã. O preço esperado é acima dos 2.000 euros na Europa, o que o posiciona claramente como um produto premium para um perfil de utilizador específico.

O que fica para 2027?
Esta é uma das novidades mais inesperadas deste ciclo.
O iPhone 18 base, o 18e e um possível iPhone Air 2 não serão apresentados amanhã. A Apple optou por separar o lançamento, deixando os modelos mais acessíveis para a primavera de 2027.
É uma mudança de estratégia que visa dar ao dobrável os holofotes que merece e que altera o calendário tradicional da marca de forma que pode perdurar nos próximos anos.
O evento começa amanhã às 18h00 (hora de Portugal) e pode ser seguido no canal de Youtube da Apple ou no website oficial.



