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Bem estar digital: Pais têm dificuldades em seguir as regras que impõem aos mais novos

Um estudo internacional realizado pela Kaspersky permitiu concluir que 61% dos pais inquiridos não conseguem seguir as regras de bem estar digital que impuseram aos filhos, mesmo que tenham intenções de promover hábitos e regras digitais para a família.

Com as crianças a terem acesso a smartphones, em média, aos 10 anos, a importância de promover hábitos saudáveis e seguros é cada vez maior e cabe aos pais imporem determinadas regras que, na teoria, também eles as deviam seguir.

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Pais assumem que regras de bem estar digital são diferentes consoante as idades

Cada vez mais cedo os jovens começam a ter acesso ao vasto mundo digital, sendo que cerca de 95% das crianças portuguesas com 10 ou mais anos já têm o seu próprio smartphone.

Os resultados do estudo levado a cabo pela Kaspersky, comprovam que 61% dos pais têm dificuldade em ser modelos para os seus filhos no que diz respeito às próprias regras que impões relacionadas com o bem estar digital da criança e da família. Apesar disso, 54% dos inquiridos refere que tentam estabelecer hábitos e regras digitais saudáveis para todos os membros da família.

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O problema que se levanta é que, na grande maioria, as crianças imitam muitos comportamentos dos pais como forma de aprendizagem e de desenvolvimento, algo que pode dificultar a imposição de regras quando os adultos não as vão seguir.

Quase metade dos inquiridos (48%) assume que passa entre três a cinco horas nos dispositivos digitais, todos os dias, algo que 62% considera como sendo normal. Mas se compararmos os mesmos dados de bem estar digital nas crianças, cerca de 48% dos mais novos passa o mesmo tempo que os pais, por dia, nos equipamentos.

Nesta situação, os pais já consideram, pelo menos mais de metade (53%), que gostariam que os filhos estivessem menos tempo agarrados às tecnologias online, assumindo que o máximo deveria rondar as duas horas diárias.

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Dependendo dos cenários aplicados, alguns pais consideram que determinados hábitos são considerados aceitáveis para os adultos, mas não para os mais novos. Por exemplo, 37% dos pais acreditam que é normal partilhar fotos de membros da família nas redes sociais, no entanto, apenas 24% considera normal quando se trata dos mais novos a fazerem exatamente a mesma coisa.

Os hábitos de bem estar digital devem ser promovidos de forma equilibrada entre os membros da família, de forma a que os mais velhos se tornem um exemplo para os mais novos que, por norma, vão tentar seguir aqueles comportamentos que consideram normais por verem os pais a fazer dessa forma.

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Entre os participantes neste estudo, 22% dos inquiridos também consideram razoável ignorar as chamadas e desligar o telemóvel para que ninguém os possa contactar. No entanto, apenas 10% dos pais pensam que tal comportamento é aceitável nas crianças.

Os hábitos de bem estar digital devem ser orientados pelos pais pois o tipo de utilização quando são mais novos vai acabar por influenciar o desenvolvimento da criança até à idade adulta. Desta forma, é recomendado que os pais estejam envolvidos nas atividades online dos filhos desde pequenos para que este seja um comportamento normal para os mais novos e para que os adultos possam orientar esta utilização de forma mais responsável.

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