Os cabos USB-C não são todos iguais e podem até servir para espionagem ou danificar equipamentos.
Veja como funcionam os cabos que são alterados para serem maliciosos.
Conheça como funcionam os cabos USB-C maliciosos
Depois de conhecermos a diferença entre os cabos USB-C mais simples e baratos dos mais completos e caros, agora conhecemos os detalhes sobre os cabos USB-C maliciosos.
O avanço da tecnologia trouxe inovações notáveis, mas também novas preocupações no campo da segurança informática.
Um exemplo surpreendente é o O.MG Cable, um cabo USB-C aparentemente comum que, na verdade, esconde funcionalidades maliciosas concebidas para espionagem e ciberataques.
Desenvolvido pelo investigador de segurança Mike Grover, este cabo pode registar teclas pressionadas, executar scripts através de WiFi e até autodestruir-se. No entanto, a sua verdadeira natureza só pode ser revelada por meio de uma tomografia 3D.

Graças à tecnologia de tomografia 3D, como a utilizada pela Lumafield, foi possível examinar o interior do O.MG Cable e descobrir os seus segredos.
Apesar de parecer um cabo normal, o seu interior esconde um chip minúsculo e uma antena disfarçada no cabeçal USB, tudo mantendo o tamanho padrão de qualquer outro cabo.
Este nível de sofisticação torna-o indetetável até com raios X, sendo necessário um scanner 3D para revelar os detalhes ocultos do design.

Felizmente, o O.MG Cable não representa uma ameaça para o público em geral, pois é desenhado para ataques direcionados a alvos específicos.
O seu preço elevado, cerca de 179,99 dólares, faz com que não seja uma ferramenta amplamente acessível.
Para comparação, outros dispositivos semelhantes, como o COTTONMOUTH-I da NSA, podem custar até 20.000 dólares. Portanto, é improvável que um cabo destes substitua, por exemplo, um cabo genérico comprado por poucos euros.
O O.MG Cable é apresentado como uma ferramenta de treino para equipas de cibersegurança, ajudando-as a preparar-se para ameaças deste género.
Contudo, a sua existência destaca a necessidade de maior cautela com acessórios tecnológicos, especialmente em contextos críticos como o trabalho ou a proteção de dados sensíveis.
Embora não seja necessário desconfiar de todos os cabos USB que utilizamos no dia a dia, este caso sublinha a importância de uma maior consciência em cibersegurança.
Assim como já se alerta para os riscos de carregar dispositivos em portas USB públicas, agora é evidente que até algo tão simples como um cabo pode ser um vetor de ataque.
Conhecer estas ferramentas e as suas capacidades é fundamental, mesmo que o seu uso seja limitado a situações muito específicas e controladas.
