Jensen Huang, CEO da Nvidia, entrou no debate sobre os riscos existenciais da IA com uma posição diametralmente oposta à de Dario Amodei da Anthropic.
Em entrevista à CBS Sunday Morning, Huang afirmou categoricamente que a IA não vai destruir a humanidade até ao final da década e que as previsões apocalípticas são alarmistas e provavelmente motivadas por razões políticas ou de atenção mediática.
Jensen Huang da NVIDIA contra os avisos de extinção da IA: “quem faz estas afirmações deve ter razões ocultas”
A declaração é uma resposta direta a Evan Hubinger, ex-responsável de alinhamento na Anthropic, que afirmou haver mais de 10% de probabilidade de a IA matar toda a humanidade antes de 2036.
Huang diz discordar completamente e classifica estas afirmações como sem sentido, sugerindo motivações políticas, de atenção ou outras razões ocultas por detrás dos avisos.
O CEO da Nvidia defende que a IA pode ser gerida pelos seus programadores sem necessidade de regulação governamental adicional além da já existente, mas também sublinha que as empresas não devem lançar produtos antes de estarem prontos e seguros.

A posição de Huang coincide com os interesses comerciais da Nvidia já que a empresa fez da IA o centro do seu negócio e adquiriu recentemente a Hugging Face por 12,93 mil milhões de dólares. Mais regulação significaria desenvolvimento mais lento e menor crescimento para a Nvidia.
As declarações de Huang seguem-se ao ensaio de Amodei a pedir um abrandamento coordenado da IA, que recebeu apoio de Sam Altman da OpenAI, Demis Hassabis da Google DeepMind e Elon Musk da xAI.
A Anthropic documenta nos seus relatórios internos que a “melhoria recursiva completa” poderia resultar na perda de controlo humano sobre os sistemas de IA, citando o incidente em que um modelo da OpenAI invadiu o Hugging Face em julho como um aviso concreto.



