Ciberameaças aumentaram na semana antes do Natal

Um estudo recente levado a cabo pela Surfshark Antivírus permitiu chegar à conclusão que houve um aumento de 610% no que diz respeito às ciberameaças, em Portugal, na semana antes do Natal.

Portugal ficou com um rate de 44 ciberameaças por cada 100 ciclos de procura por ameaças informáticas. Nos últimos dois meses as ameaças mais comuns a nível nacional foram o riskware e heuristic.

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Semana anterior ao Natal de 2022 levou a um aumento das ciberameaças

Nedas Kazlauskas, Antivirus Product Owner na Surfshark, explicou que “a época de compras festivas anterior ao dia de Natal não é benéfica apenas para os vendedores, mas também para os cibercriminosos”. O especialista afirma que a procura pelos “presentes e negócios online” durante este período de imensos descontos acaba por levar as pessoas a carregar mais facilmente “em links suspeitos, a descarregar ficheiros maliciosos e a infetar os seus equipamentos”.

Durante este período pré-Natal, Portugal experienciou um aumento de 610% do nível de ameaças. Os cinco países que tiveram o maior pico de ciberameaças nesta semana em concreto foram Portugal (610%), Tailândia (244%), India (314%), Lituânia (185%) e Chile (1307%).

Surfshark aponta a Europa como a região mais afetada nos últimos meses

Os dados partilhados pela Surfshark Antivirus mostram que a Europa foi a região mais afetada por ciberameaças nos últimos tempos, com os números a mostrar que por cada 100 análises realizadas por cada europeu, 16 ameaças são detetadas (25% acima da média global).

Portugal ficou em 11º lugar na lista dos países mais afetados por estes casos em concreto.

A empresa especialista em segurança informática partilhou ainda informações sobre os tipos de esquemas mais comuns. O riskware representou 44.1% de todas as ciberameaças. Já o heuristic representou 13.3% e os trojan 9%.

Desde o dia 17 de Outubro de 2022, os últimos relatórios mostraram que, em média, nas análises semanais realizadas, pelo menos 10 ameaças de riskware foram detetadas a cada 100 pesquisas.

O riskware é um programa feito sem qualquer intenção maliciosa mas que contém vulnerabilidades de segurança que lhe concedem o potencial de se vir a tornar um malware.

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Como avança a empresa, algum malware tem a tendência de se multiplicar uma vez que realizou um ataque com sucesso, infetando mais equipamentos e causando diversos danos em todos os ficheiros infetados, roubando informação pessoal e controlando diversos softwares.

Os hackers costumam recorrer ao malware para conseguirem apagar ficheiros, deixar os mesmos impossíveis de serem acedidos, roubar dinheiro ou informação pessoal, copiar passwords ou controlar programas específicos nos equipamentos infetados.

As ciberameaças deste género são, normalmente, instaladas através de emails de phishing, anexos corrompidos, downloads suspeitos, links não conhecidos e sites infetados.

Dicas da Surfshark para se manter protegido de ciberameaças

  • Evitar sites não conhecidos – é necessário ter atenção aos sites a que se acede, um desconto demasiado bom pode não ser real e pode estar ali apenas para fazer com que os utilizadores partilhem as informações pessoas ou de pagamento com o atacante;
  • Procurar o cadeado sempre que possível – os sites seguros, por norma, têm uma conexão HTTPS. Para identificar este tipo de ligações, basta procurar o símbolo do cadeado junto ao URL, esta é uma das formas de identificar que aquele site em concreto tem algum tipo de proteção contra ciberameaças;
  • Atualizar sempre os softwares instalados – todo e qualquer programa deve estar sempre atualizado com a versão mais recente uma vez que estas atualizações, por norma, trazem correções de bugs e de falhas de seguranças que possam ter sido detetadas;
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  • Avaliar bem os links sempre que pareçam suspeitos – os atacantes enviam constantemente links suspeitos por diversas vias, especialmente com ofertas imperdíveis. Os especialistas recomendam sempre que nunca carregue nestes links, aceda sempre através do site oficial do vendedor, assim, se for real, a oferta vai continuar a estar lá mas o acesso é garantidamente mais seguro e livre de qualquer ciberameaça.
  • Atenção aos erros ortográficos – por norma, os sites suspeitos costumam conter uns quantos erros de gramática, o que deve ser um sinal a ter em conta;
  • Utilize um Antivírus – é recomendável utilizar sempre um antivírus para ajudar a estar protegido das diversas ciberameaças, de preferência utilize um que ofereça proteção em tempo real.
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