Cibersegurança tem sido negligenciada pelas empresas

O relatório HP Wolf Security Rebellions & Rejections concluiu que 91% das equipas de TI têm sido forçadas a facilitar a cibersegurança de forma a dar continuidade aos negócios das empresas, isto numa altura em que as ameaças têm sido cada vez mais e maiores.

E estudo revela ainda a existência de alguma tensão entre as equipas de TI e os colaborados que se encontram em trabalho remoto, algo que deve ser resolvido com brevidade pelos líderes de segurança das empresas de forma a garantirem um futuro no emprego. A tensão maior deve-se às medidas restritivas que a cibersegurança empresarial pode obrigar.

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Equipas de TI forçadas a facilitar nas medidas de cibersegurança

Segundo o estudo da HP, a situação tem sido mais agravada por as equipas de TI verem as suas tentativas de aumentar ou atualizar as atuais medidas de segurança para os trabalhadores remotos serem frequentemente rejeitadas.

Esta é uma realidade mais vivida entre os colaboradores mais jovens, na casa dos 18 aos 24 anos, nativos digitais que se sentem cada vez mais frustrados com as consequências que as preocupações de segurança têm nos prazos, levando muitos a contornar essas medidas.

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Ao que parece, 76% das equipas de TI admitem que a cibersegurança passou a ter um papel secundário na continuidade do negócio durante a pendemia atual, sendo que 91% sentiu mesmo um aumento na pressão para facilitar algumas políticas de segurança de continuidade do negócio.

Quase metade das pessoas inquiridas (48%) com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos considera as ferramentas de segurança como sendo um obstáculo. Isto acaba por levar cerca de 31% a arranjar formas para tentar contornar estas mesmas políticas de cibersegurança para que consigam realizar o seu trabalho.

De forma geral, o relatório mostra que 48% dos trabalhadores de escritório inquiridos considera as medidas de cibersegurança aparentemente essenciais resultam apenas num grande desperdício de tempo, agravando-se a situação quando se analisam apenas as respostas da faixa etária mais jovem que aumenta o valor percentual para os 64% com esta opinião.

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Mais de metade (54%) dos jovens inquiridos estava mais preocupado com os prazos impostos pela empresa do que com o facto de exporem a organização para onde trabalham a uma violação de dados, sendo que 39% nem sequer tinham a certeza de quais eram as suas políticas de segurança ou desconheciam a existência das mesmas na empresa.

A opinião da grande maioria da equipas de TI (83%) é de que o facto de terem aumentado o número de colaboradores remotos acabou por criar uma espécie de “bomba-relógio” no que diz respeito a falhas de cibersegurança nas redes das empresas.

“O facto de os trabalhadores estarem a contornar ativamente a segurança deve ser uma preocupação para qualquer CISO – é assim que podem nascer as violações das redes”, comenta Ian Pratt, Chefe Global de Segurança para Sistemas Pessoais, HP Inc. “Se a segurança é demasiado incómoda e pesada para as pessoas, então os colaboradores encontrarão uma forma de a contornar. Em vez disso, a segurança deve adaptar-se tanto quanto possível aos padrões e fluxos de trabalho existentes, com tecnologia que seja discreta, segura e intuitiva para o utilizador. Em última análise, precisamos de tornar o trabalho em segurança mais fácil e podemos fazê-lo embutindo segurança nos sistemas a partir do zero”.

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O relatório revela ainda que 37% dos trabalhadores de escritório referem que as políticas e tecnologias ligadas à cibersegurança das empresas são frequentemente demasiado restritivas. Já 80% das equipas de TI recebream um feedback negativo dos utilizadores por estes não gostarem que lhes sejam impostos controlos quando estão na própria casa a trabalhar.

Para as equipas responsáveis pela cibersegurança das empresas, 87% dizem que tentar estabalecer e aplicar políticas empresariais em torno da segurança informática é impossível desde que começou a haver uma divisão menos vincada entre a vida pessoal e profissional de cada um.

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80% das equipas de TI sente que ninguém ouve realmente o que os mesmos tentam transmitir e 69% consideram-se como os “maus da fita” por tentarem impor aos colaboradores as medidas e restrições empresariais que a empresa deseja.

O novo relatório da HP Wolf Security combina dados de um inquérito global YouGov online de 8.443 colaboradores que começaram a trabalhar a partir de casa durante a pandemia e um inquérito global de 1.100 decisores de TI, conduzido pela Toluna.

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