Um novo Relatório de Segurança de Dados para 2025, da Fortinet em parceria com a Cybersecurity Insiders, lança um alerta crítico para o mundo empresarial no que toca á cibersegurança.
As soluções tradicionais de Prevenção de Perda de Dados (DLP) estão atualmente desajustadas para a complexidade do ambiente de trabalho moderno, tornando-se um obstáculo em vez de uma defesa eficaz contra a fuga de informação sensível e um risco elevado para a cibersegurança das empresas.
As perdas são persistentes apesar do investimento na cibersegurança
O estudo em questão, que inquiriu 883 profissionais de IT e cibersegurança, revela uma contradição preocupante.
Ao que foi possível concluir, 77% das organizações confirmam que tiveram pelo menos um incidente de cibersegurança de perda de dados relacionado com insiders nos últimos 18 meses, com 58% a indicarem ter tido 6 ou mais incidentes no mesmo período.
Quase metade destes incidentes (49%) foram causados por erros acidentais ou devido a funcionários descuidados, sendo que apenas 16% envolveram intenção maliciosa confirmada.

O estudo sobre cibersegurança relata ainda que 72% das empresas aumentaram o orçamento para risco interno ou proteção de dados e que 64% está já a operar um programa formal de governação de dados.
Apesar do aumento do investimento, o impacto financeiro é avultado. Cerca de 41% das organizações estimaram que o seu incidente mais significativo custou entre $1 milhão e $10 milhões.
O problema reside na incapacidade das ferramentas atuais de acompanhar o fluxo de dados em ambientes descentralizados.
- 72% das organizações concordam que não têm visibilidade sobre como os utilizadores interagem com dados sensíveis em endpoints (terminais) e aplicações cloud.
- A adoção de ferramentas é inconsistente, com 48% a usar Endpoint DLP e 46% a usar Email DLP, mas nenhuma tecnologia atingiu mais de 50% de adoção. Esta fragmentação cria lacunas: um ficheiro bloqueado no e-mail pode ser facilmente carregado para um storage pessoal na cloud ou copiado para uma ferramenta de IA.
- A grande maioria (75%) das organizações demorou semanas ou meses após a implementação do DLP para obter insights significativos sobre o uso e exposição de dados, o que cria um ponto cego crítico.

Os líderes de segurança estão a responder a estas falhas, exigindo um foco claro em contexto e insight. As principais capacidades procuradas em soluções de próxima geração sinalizam uma mudança do bloqueio estático para a deteção adaptativa baseada em risco:
- Prioridade máxima para 66% dos líderes, essencial para detetar a intenção por trás das ações, e não apenas a violação da regra.
- 61% exigem insights imediatos após a implementação, refletindo a frustração com as longas configurações.
- 52% consideram isto essencial, sublinhando que a supervisão da IA já é uma capacidade de primeira linha.
O relatório conclui que a proteção de dados deve evoluir para plataformas unificadas que liguem a identidade do utilizador, os padrões de acesso e o contexto comportamental, monitorizando o percurso dos dados através de todos os canais – e não apenas no perímetro.
As novas soluções devem usar a IA para sequenciar o comportamento do utilizador e detetar anomalias, transformando o excesso de alertas em insights acionáveis



