A inteligência artificial é uma tecnologia emergente que poderá trazer muitos benefícios à sociedade.
No entanto, há também grandes riscos associados a esta tecnologia que ex-empregados da Google e da OpenAI decidiram agora denunciar para tentar consciencializar para uma maior regulação.
Ex-empregados da Google e OpenAI escrevem carta aberta a alertar para os perigos da IA não comunicados pelas suas antigas empresas
Vivemos numa altura em que a inteligência artificial domina a evolução tecnológica em grande parte dos setores.
Quer sejam smartphones, computadores, carros ou mesmo eletrodomésticos, todos os fabricantes procuram dotar os seus equipamentos com uma inteligência avançada.
Se isto é bom para simplificar vários aspetos da nossa vida, existe também um risco associado ao desenvolvimento desta tecnologia que pode nem sempre ser conhecido.
Numa carta aberta intitulada “A right to warn about advanced Artificial Inteligence” (O direito de avisar sobre a inteligência artificial avançada) uma série de trabalhadores e ex-trabalhadores da Google e da OpenAI vieram avisar para os perigos do desenvolvimento desta tecnologia.
Embora alguns sejam conhecidos e até comunicados pelas empresas, este grupo de 13 pessoas alerta para o que estas empresas sabem, mas não comunicam para o exterior.
Segundo este documento, a Google, OpenAI e outras empresas têm na sua posse uma enorme quantidade de dados sobre como funcionam as suas inteligências artificiais, as medidas de segurança que aplicam e os danos de expor a sociedade ao uso destas ferramentas, mas que escolhem não a partilhar nem com o público em geral nem com as autoridades.

De entre estes perigos, é dado como exemplo a possibilidade da desinformação ou da manipulação da sociedade em geral até ao possível não controlo dos sistemas de inteligência artificial que poderiam levar à extinção da nossa espécie.
Para tentar contornar esse problema, os criadores desta carta referem que é importante realizar alterações legais para ser possível proteger os trabalhadores que pretendem denunciar comportamentos indevidos, algo que é impossível hoje uma vez que o desenvolvimento da IA nem sequer está regulamentado.
Nesta carta podem ainda ser encontrados outros peritos, como o Geoffrey Hinton que trabalhou na Google com inteligência artificial mais de uma década e que é considerado o padrinho da IA, mas que acabou por se despedir em 2023 devido às suas inquietudes referentes ao desenvolvimento da inteligência artificial e das suas dúvidas relativas à capacidade de conseguirmos controlar o que estamos a desenvolver.



