Gemini só vai substituir por completo o Google Assistant em 2026

A gigante tecnológica prolongou o prazo para a substituição definitiva do assistente clássico para o Gemini.

O objetivo é garantir que a transição para a inteligência artificial Gemini seja “fluida” e sem falhas para os milhões de utilizadores Android, apesar de que, inicialmente, o prazo para a mudança seria até ao final de 2025.

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Gemini em todos os equipamentos Android será apenas em 2026

Segundo uma atualização avançada pelo portal 9to5Google, a Google decidiu “levantar o pé do acelerador” e adiar o encerramento do assistente de voz tradicional.

Embora o plano original previsse a migração total para o Gemini até ao final de 2025, o prazo foi agora estendido para 2026.

Em março deste ano, a Google tinha anunciado que o Gemini ia passar a ser o assistente padrão na maioria dos dispositivos móveis Android até ao fecho de 2025. No entanto, com o fim do ano a chegar, a empresa publicou uma atualização na comunidade oficial a confirmar o ajuste no programa para as festas.

Google Pixel 10 Pro XL

“Estamos a ajustar o nosso calendário para garantir que entregamos uma transição fluida, e continuaremos o nosso trabalho de atualização dos utilizadores do Assistant para o Gemini em dispositivos móveis ao longo de 2026”, afirmou a empresa em comunicado.

Especialistas sugerem que esta cautela se deve à dificuldade técnica de substituir um sistema de comandos e controlo consolidado por uma inteligência artificial baseada em modelos de linguagem (LLM), que, apesar de mais “inteligente”, ainda apresenta inconsistências em tarefas simples, como definir alarmes ou controlar luzes inteligentes.

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Quando a transição estiver concluída no próximo ano, o assistente deixa então de estar disponível em smartphones e tablets Android que cumpram os requisitos para ter o Gemini, assim como a aplicação para iOS será retirada da App Store de forma a que não possa continuar a ser utilizada pelos utilizadores de um iPhone.

Apenas os dispositivos mais antigos (com Android 9 ou inferior e menos de 2GB de RAM) devem manter o Assistant clássico, uma vez que não possuem hardware suficiente para processar as exigências do Gemini.

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Apesar do adiamento para a base de utilizadores geral, o Gemini já é o protagonista nos dispositivos mais recentes, como a série Pixel 10. Além disso, a nova IA já começou a chegar ao Wear OS, Android Auto e está em fase de testes antecipados para dispositivos domésticos como o Google Home e o Google TV.

Para já, os utilizadores que preferem a fiabilidade do antigo assistente podem continuar a utilizá-lo, existindo ainda a opção de “reverter” para o Assistant dentro das definições da aplicação Gemini.

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