A Google anunciou que vai alterar o seu serviço de pesquisa na União Europeia para evitar parte das multas de 890 milhões de euros aplicadas pela Comissão Europeia no início do verão.
A empresa foi acusada de favorecer os seus próprios serviços nos resultados de pesquisa, violando o Regulamento dos Mercados Digitais da UE.
Google admite que as mudanças representam a maior redução de qualidade da história do motor de pesquisa
A multa de 460 milhões de euros, a mais significativa do pacote, foi aplicada por a Google dar prioridade aos seus próprios serviços nos resultados, como colocar informações do Google Flights acima dos concorrentes em pesquisas de viagens.
O DMA exige que as grandes empresas tecnológicas não favoreçam os seus próprios serviços face a terceiros nos resultados de pesquisa.
As alterações previstas incluem destacar um motor de pesquisa especializado no topo da página, seguido de outros dois com menos detalhe e um carrossel de hotéis, companhias aéreas e restaurantes abaixo destes, mas sem funcionalidades como preços em tempo real.

Sites como a Expedia ou o Hotels.com passarão a aparecer com maior destaque do que os sites individuais das empresas.
A Google não esconde o seu desagrado com a situação. Nick Fox, vice-presidente sénior de conhecimento e informação da empresa, afirmou que as mudanças representam a maior redução de qualidade do serviço de pesquisa na história da empresa e que prejudicam os utilizadores europeus ao promover intermediários em detrimento dos negócios locais.
A empresa alerta ainda que alterações anteriores para cumprimento do DMA já resultaram numa queda de 30% no tráfego de reservas diretas para empresas europeias.
A Comissão Europeia deu 60 dias à Google para cumprir as regras, mas a empresa não especificou quando os utilizadores europeus começarão a ver as mudanças.


