A GoPro chegou a um acordo definitivo para ser adquirida pela Starman Optical por 285 milhões de dólares, equivalente a cerca de 260 milhões de euros, encerrando anos de dificuldades financeiras que em junho chegaram a ameaçar a sobrevivência da marca.
A transação deverá estar concluída até ao final do ano.
GoPro vendida à Starman Optical com foco em defesa e IA após anos de perdas e risco de falência
Cada acionista receberá 1,14 dólares por ação e manterá cerca de 10% da nova empresa combinada.
A fusão quitará integralmente a dívida pendente de 92 milhões de dólares da GoPro, aliviando uma pressão financeira que se tornou insustentável ao ponto do fundador e CEO Nick Woodman ter injetado 20 milhões de dólares do próprio bolso em julho para manter as operações ativas.
A Starman Optical faz parte da Starman Holdings, conglomerado que gere marcas de consumo como Incase, Incipio e Griffin.
O plano passa por aumentar o valor da propriedade intelectual da GoPro nos setores de consumo e comercial mas com foco principal no mercado de defesa nacional, desenvolvendo soluções de imagem avançadas e infraestrutura de inteligência artificial voltadas para segurança.

O objetivo parece ser também centralizar nos Estados Unidos a produção de componentes óticos de segurança, atualmente fabricados maioritariamente fora do país.
Para os utilizadores dos produtos atuais, a empresa garantiu suporte total aos equipamentos existentes e investimentos contínuos num catálogo de produtos mais amplo.
A venda encerra uma década difícil para a GoPro. No auge em 2014 a empresa abriu o capital em bolsa, mas tentativas falhadas de expandir para drones e câmaras 360 geraram perdas severas e várias rondas de despedimentos.
A marca tenta agora renascer dividindo o futuro entre criadores de conteúdo tradicionais e o mercado militar e de inteligência artificial.



