A Huawei revelou o Kirin 9050 Pro, o novo processador que equipa o Mate XT 2 e fez um anúncio que vai muito além das especificações técnicas.
Este chip foi desenvolvido sem qualquer componente ou tecnologia de origem americana, uma declaração com implicações significativas para a indústria de semicondutores chinesa.
Kirin 9050 Pro com 55% mais transistores por milímetro quadrado e 66% menos consumo em algumas tarefas segundo a própria Huawei
A relevância desta declaração prende-se com o facto de a Huawei estar na lista de entidades restritas dos EUA, impedindo-a de fazer negócios com empresas americanas ou de usar tecnologia protegida por patentes americanas, independentemente do país onde essa tecnologia seja fabricada.
Isso inclui o acesso às máquinas de litografia da ASML, empresa holandesa cujos equipamentos são essenciais para a produção de chips avançados em fundições como a TSMC.
Sem acesso a esses equipamentos, a Huawei desenvolveu processos próprios. O Tau Scaling Law ajuda a reduzir os atrasos de sinal, enquanto o LogicFolding encurta os caminhos dos sinais para encaixar mais transistores num espaço menor, de forma conceptualmente semelhante à forma como processos mais avançados como o 2nm conseguem maior densidade face ao 3nm.

A Huawei afirma que o novo chip corre mais frio do que o modelo anterior, tem 55% mais transistores por milímetro quadrado e reduz o consumo energético em até 66% em algumas tarefas.
Vale notar que estas afirmações constam de um artigo da própria Huawei que ainda não foi sujeito a revisão independente por pares, pelo que devem ser interpretadas com cautela até confirmação externa.


