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Instagram vai ser banido da Rússia a partir de 14 de março

Depois do Facebook, a Rússia vai agora avançar com outras medidas contra outra empresa da Meta, desta vez o Instagram. A rede social será banida do país dia 14 de março.

Segundo a informação avançada, a decisão de banir o Instagram do país prende-se no facto de terem sido permitidas publicações que incentivam o ódio contra cidadãos russos.

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Acusações da Rússia ao Instagram não são, propriamente, verdadeiras

Foi há cerca de uma semana que a Rússia decidiu banir o Facebook do país no seguimento da recente guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Agora, a agência de comunicação do país, a Roskomnadzor, anunciou que iriam também banir o Instagram.

No que diz respeito ao Facebook, a acusação era de que estavam a permitir a publicação de “descriminações contra a media da Rússia”. Desta vez, o país que decidiu invadir a Ucrânia acusa a Meta de ter permitido discursos de ódio no Instagram que incentivam a violência contra os soldados da Rússia.

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A publicação russa, segundo a tradução feita por parte do The Verge, indica que “no dia 11 de março, a Plataforma Meta Inc. tomou a decisão sem precedentes de permitir a publicação de informação que continha incentivos à violência contra os cidadãos russos no Facebook e no Instagram”.

De ressalvar que, apesar de pertencer à mesma empresa, o WhatsApp não será afetado de forma alguma no país com as restrições aplicadas ao Facebook e ao Instagram.

A agência russa continuou a publicação indicando que, no Instagram, “existem mensagens a circular que encorajam e provocam a violência contra os russos”, sendo esta a causa apontada para a restrição que será aplicada a 14 de março contra a rede social.

A decisão de aplicar as restrições ao Instagram apenas dia 14 de março e não no imediato, prende-se no facto de existiram muitas pessoas que trabalham e têm diversos conteúdos na rede social e que desta forma podem ter tempo para transferir todo o conteúdo e transitar o mesmo para outra rede.

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Um porta voz da Meta, Andy Stone, já veio a público comentar a decisão da Rússia justificando que “como resultado da invasão da Rússia à Ucrânia permitimos de forma temporária algumas expressões que normalmente seriam consideradas uma violação das regras, por exemplo, o discurso violento como ‘morte aos invasores russos'”.

Stone acrescenta que continuam a não permitir qualquer tipo de discurso de ódio ou de incentivo à violência contra os civis russos.

Nick Clegg, presidente dos assuntos globais, declarou que as politicas da empresa são “focadas na proteção dos direitos das pessoas de poderem expressar-se em auto defesa como uma reação à invasão militar do seu país”.

Clegg explica que se as diretrizes normais do Instagram fossem aplicadas sem um certo ajuste a empresa teria de remover conteúdo normal dos ucranianos que expressam a sua “resistência e fúria” contra a invasão por parte da Rússia, algo que o mesmo considera que “seria visto como inaceitável”.

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A política atual do Instagram será temporária e aplicada apenas à Ucrânia. “Não vamos tolerar nenhum tipo de ‘russofobia’ ou qualquer outro tipo de descriminação, assédio ou violência contra os russos na nossa plataforma”, completou Nick Clegg em comunicado.

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