Kaspersky ensina como detetar câmaras ocultas em alojamentos

O feriado da Páscoa coincide com o recente anúncio do Airbnb de proibir câmaras de segurança para monitorizar espaços internos das acomodações turísticas.

Os proprietários geralmente instalam câmaras em caso de roubo ou danos à propriedade, embora também existam aqueles que utilizam para espiar os hóspedes, com fins maliciosos.

Para tranquilizar as pessoas que procuram viajar – seja nesta Semana Santa ou em qualquer outra data –, a Kaspersky preparou algumas dicas para ajudar a detetar câmaras escondidas em alojamentos.

Existem câmaras no mercado que podem ser adquiridas a baixo custo, e seu uso e instalação não exigem conhecimento técnico. Como outros dispositivos, só precisam ser ligados à internet para transferir dados e, devido ao seu tamanho, podem ser escondidos facilmente em qualquer tipo de alojamento.

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Para tornar a sua viagem na Páscoa mais tranquila e livre de olhares indiscretos, os especialistas da Kaspersky mostram como detetar câmaras escondidas.

  1. Smartphone, o melhor aliado: uma maneira simples de detetar câmaras escondidas requer apenas a sua própria câmara. Desligue as luzes do lugar que estiver, grave um vídeo pela câmara, com a lanterna do “flash” ativado, e aponte-as para onde acha que um dispositivo oculto pode estar. Se sua suspeita estiver correta, você verá um flash no ecrã.
  2. Preste atenção à luz vermelha: Em alguns casos, não precisa de uma lanterna já que muitas câmaras ocultas usam luz infravermelha, que é invisível para o olho humano, mas não para uma câmara. Ao filmar no escuro, a fonte de luz infravermelha aparecerá no ecrã como um ponto pulsante. Tenha em mente que a câmara principal do seu smartphone pode não funcionar, porque provavelmente tem um filtro de luz IR, mas a câmara frontal cumprirá essa missão.
  3. Apps auxiliares: Use uma aplicação para localizar câmaras espiãs e outros dispositivos ocultos, que se enquadram em duas categorias. O primeiro grupo procura dispositivos pelo brilho da lente, como no método descrito acima. Exemplos incluem o Glint Finder, que deteta o brilho (ou contraste do ecrã) quando uma lanterna atinge a lente. As apps no segundo grupo são desenhadas para procurar dispositivos wireless espiões. Para que funcionem, devem ser ligados a uma rede Wi-Fi local. Depois de analisar o router, a app exibe uma lista de dispositivos conectados onde o utilizador pode detetar se há uma câmara ligada à rede.
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Os lugares mais comuns onde se escondem as câmaras são os supostos sensores de fumo, espelhos, tomadas, painéis de TV, relógios de parede, quadros, animais de peluche decorativos e lâmpadas que parecem de emergência, mas não são (usadas em caso de queda de energia); a criatividade do cibercriminoso é imensa.

Outra boa dica para ajudar a encontrar é, ao ligar-se à rede Wi-Fi da casa e usar o nosso Smart Home Monitor, é possível ver todos os dispositivos conectados a essa rede Wi-Fi. Se encontrar algum ligado à rede que não seja possível identificar, pode fazer uma busca no Google para tentar saber mais; em muitos casos, é possível consegue descobrir a câmara conectada à rede.

Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Investigação e Análise da Kaspersky para a América Latina
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