Lyria 3 é a nova plataforma da Google para criar música com IA

A Google apresentou uma nova ferramenta de IA para criação de música integrada no Gemini.

Conheça a nova plataforma Lyria 3.

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Google lança o Lyria 3 para criar músicas utilizando o Gemini

O Google continua a reforçar o ecossistema de ferramentas de IA no Gemini e a mais recente novidade chama-se Lyria 3, um gerador de música que promete tornar a criação de faixas muito mais simples, mesmo para quem não percebe nada de produção musical.

A ideia é clara, em vez de ser uma curiosidade para “brincar”, passa a ser uma ferramenta com resultados utilizáveis para vídeos, redes sociais, apresentações ou projetos criativos.

O Lyria 3 chega com duas melhorias-chave face às versões anteriores ao apresentar melhor qualidade sonora e menos fricção no processo criativo.

Na prática, permite gerar músicas com cerca de 30 segundos, desde bases lo-fi e jingles simples até composições com estrutura mais próxima de uma canção.

E o melhor é que o acesso, para já, está disponível gratuitamente para maiores de 18 anos através da versão desktop do Gemini, com a chegada à app móvel a acontecer de forma gradual nos próximos dias.

Outro detalhe relevante é o suporte multilingue logo no lançamento. O Lyria 3 aceita prompts em vários idiomas, incluindo português, o que facilita muito a adoção por utilizadores em Portugal que não querem estar presos ao inglês para obter bons resultados.

Além de texto, o sistema também permite gerar música a partir de outros tipos de entrada, como imagens, clips de áudio e até vídeo, abrindo portas a cenários interessantes, como criar rapidamente uma banda sonora que combine com o ambiente visual de um conteúdo.

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Uma das mudanças mais práticas está na geração automática de letras. Ou seja, já não é preciso escrever versos manualmente. Basta descrever o tema e o estilo e a IA trata do resto, criando letras originais.

O Gemini também pode gerar uma imagem de capa estilo “album artwork”, reforçando a aposta do Google numa experiência multimédia completa dentro da mesma interface.

Para quem tem dificuldade em começar, existem ainda modelos e sugestões dinâmicas que funcionam como um empurrão criativo, evitando o clássico bloqueio.

Como era de esperar, o tema da transparência também entra na equação. Todas as músicas criadas com o Lyria 3 incluem um watermark SynthID, uma marca digital invisível que identifica o áudio como conteúdo gerado por IA.

Isto pode vir a ser importante tanto para plataformas como para futuras disputas legais, numa altura em que a indústria musical continua a pressionar as tecnológicas por causa do treino de modelos com obras protegidas por direitos de autor.

Apesar de ser gratuito, o Lyria 3 segue a lógica freemium. Os utilizadores com subscrição Google AI Plus ou Google AI Ultra terão limites de utilização mais elevados, pensado para quem quer produzir em maior volume.

Quanto ao copyright, a Google afirma que o modelo foi concebido para criar música original e não para copiar artistas específicos, dizendo que, se alguém mencionar um nome famoso no prompt, o sistema interpreta isso apenas como inspiração geral e não como imitação direta. Ainda assim, o debate sobre direitos, compensação e licenciamento continua longe de estar resolvido.

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