MacOS debaixo da mira de ataques de malware

Já lá vai o tempo em que toda a gente acreditava que o MacOS não era infetado por vírus. Sempre foi e sempre existiram ataques direcionados para o sistema operativo dos computadores da Apple.

No entanto, sendo um mercado que por muitos anos era pequeno acabava por não ser um dos principais alvos no que diz respeito a ataques de algum tipo de malware. Agora, o cenário parece estar a mudar.

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Nova cadeia de malware afeta principalmente utilizadores MacOS

O alerta foi divulgado pela Check Point Research, que indicou a nova cadeira de malware como sendo o “XLoader”, uma derivação da já conhecida cadeia de malware “Formbook”, sendo que esta segunda é focada principalmente no sistema Windows.

Ao que a empresa especialista em cibersegurança indica, o Formbook havia desaparecido do mercado em 2018, tendo sido mudado em 2020 para XLoader. Com esta modificação o malware passou a ter um campo de ataque muito maior do que o inicial.

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A Check Point tem acompanhado as atividades deste tipo de ataque e concluiu que se trata de uma ameaça prolífica com foco não só no sistema Windows, mas também nos utilizadores Apple e nos seus macbooks.

O alvo do malware é roubar credenciais de inícios de sessão, recolher capturas de ecrã, realizar um registo de teclas utilizadas pelo utilizador e ainda executar determinados ficheiros infetados. Todo este serviço pode ser adquirido por apenas 49 dólares, valor de custo para comprar uma licença do XLoader.

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O método mais comum, atualmente, para atacar alguém tem sido através do envio de e-mails falsos que contam com um ficheiro Microsoft Office infetado.

Esta poderá ser uma potencial ameaça para quem utiliza o sistema MacOS (tanto a nível empresarial como pessoal) pois, segundo os dados da Apple, em 2018, existiam mais de 100 milhões de Macs em utilização, valores esses que, garantidamente, aumentaram até aos dias de hoje.

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Em Portugal é estimado que cerca de 18% do marketshare de sistemas operativos para computador pertença ao MacOS.

Entre 1 de dezembro de 2020 e 1 de maio de 2021 a Check Point acompanhou a atividade do malware e verificou que existiram pedidos do XLoader em 69 países. Até ao momento, mais de metade dos lesados residem nos EUA.

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Para evitar ser infetado por este problema, deve evitar sempre abrir ficheiros dos quais desconfie ou que não consiga garantir que são seguros, de alguma forma. Deve também evitar visitar sites suspeitos e recorrer sempre a programas de proteção de software que ajudam a identificar e prevenir as infeções de malware nos computadores.

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