Qual o melhor aquecedor para ter em casa durante o Inverno?

O tempo frio começa fazer-se sentir e a busca pelo aquecedor ideal para ter em casa também já começa a ser intensa. Os portugueses preocupam-se com os consumos que estes equipamentos podem gerar, mas o frio obriga ao investimento num aparelho que possa resolver os problemas sem fazer disparar as contas ao fim do mês.

Existem diferentes tipos de aquecedor disponíveis no mercado, entre o gás e a eletricidade, encontramos diferentes formas de aquecer uma divisão, sendo umas mais eficazes que outras.

aquecedor halogeneo
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Quais os tipos de aquecedores disponíveis no mercado?

Dos mais baratos aos mais caros, a função principal de todos os equipamentos desta família é a de gerar calor. Alguns focam-se em distribuir o calor por toda a divisão onde se encontram, enquanto outros são mais direcionados e pretendem apenas criar uma falsa sensação de calor envolvendo a pessoa que se encontra perto do aquecedor.

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Existem então algumas variedades de aquecedor:

  • Aquecedor a gás
  • Aquecedor elétrico
  • Aquecedor a óleo
  • Termoventilador
  • Ar Condicionado
  • Aquecedor de halogénio
  • Convetor
  • Emissor térmico

Cada um destes equipamentos possuí características distintas e, como tal, cada um tem as suas vantagens e os seus pontos fracos.

Aquecedor a gás

Talvez o tipo de aquecimento mais eficaz para divisões maiores seja o que recorre ao gás como fonte de aquecimento. Este tipo de aquecedores têm a vantagem de produzir um calor mais rápido e capaz de cobrir uma área de grandes dimensões sem ficar preso a uma ficha.

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Por norma têm dimensões maiores e obrigam a que se tenha sempre uma bilha de gás disponível para estar colocada no aquecedor. No entanto, não consomem muito gás quando utilizados de forma correta, podendo chegar a ser bastante económicos quando comparados com as soluções elétricas que requerem um maior tempo de funcionamento para atingir os mesmos resultados.

As grandes desvantagens prendem-se nas dimensões do equipamento, a questão de segurança que, sendo um equipamento a gás, é sempre necessário ter atenção ás possíveis fugas de gás e ao ar da divisão, que poderá ficar sem oxigénio suficiente ao fim de algum tempo e provocar algum mau estar a algumas pessoas.

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Estes equipamentos oferecem, por norma, um bom controlo de temperatura, podendo o utilizador regular a intensidade do aquecedor para quando necessita de mais calor ou quando já só precisa de manter o calor anteriormente gerado na divisão.

Aquecedor elétrico

O núcleo de aquecedores elétricos pode ser bastante variado e pode ter diferentes nomes associados. Aquecedores de mica são outro nome dado a estes aparelhos, que oferecem um aquecimento rápido e instantâneo.

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Alguns destes equipamentos promovem até que conseguem atingir a temperatura máxima em apenas 1 minuto, o que parece ser ideal, à primeira vista, para quem pretende aquecer uma divisão de forma rápida. De facto, estes equipamentos têm uma grande capacidade de aquecimento, mas à conta de recorrerem a um elevado consumo de energia.

Primeiro que tudo, é necessário saber o tamanho das divisões que pretendemos aquecer. Para áreas entre 10 a 15m2, o ideal são 1000W, já para uma sala de 30m2 o aparelho deverá ter entre 2000 a 2500W.

Fora o tamanho das divisões, é necessário saber como utilizar um aquecedor elétrico de forma correta e eficaz. Temos de ter em atenção que estes equipamentos vão sempre secar um pouco mais o ar, pelo que poderá não ser muito aconselhado a quem tenha problemas respiratórios ficar fechado numa divisão com um aquecer deste género ligado por muito tempo.

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Estes aparelhos costumam ser extremamente leves e fáceis de transportar, o que lhes dá alguma vantagem para ser movido pela casa, e integram um termostato para ajudar a controlar os gastos e não deixar o equipamento sempre ligado. No entanto, como não têm nada que preserve o calor, sempre que se desligam deixa de haver um controlo da temperatura, obrigando a que funcionem mais vezes por períodos mais pequenos.

Aquecedor a óleo

O método mais tradicional para aquecer uma casa é o aquecedor a óleo. É rara a casa portuguesa que não tenha tido um equipamento destes ligado num inverno mais complicado.

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Apesar de ter várias desvantagens, poderá ser uma das soluções mais eficazes, dependendo sempre do tipo de utilização que cada pessoa lhes dá.

São, de todas as opções, os que mais demoram a atingir a temperatura máxima escolhida. O calor tem de aquecer o óleo e só após o óleo chegar á temperatura desejada é que o termostato vai disparar. No entanto, assim que o óleo está quente, vai manter o calor durante muito mais tempo.

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Este método permite então que, após o aquecimento, este consiga manter a temperatura por mais tempo sem necessitar de voltar a ligar o equipamento para fazer um novo aquecimento. Para longos períodos de utilização, estes aquecedores vão conseguir estar a consumir menos energia que qualquer outro, uma vez que o óleo vai mantendo a distribuição do calor e preserva a temperatura por mais tempo.

Termoventilador

Os termoventiladores são os equipamentos mais atraentes para os consumidores devido ao seu preço baixo e ao calor que consegue produzir.

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Apesar de serem pequenos e de fácil transporte, a resistência aliada à ventoinha consegue criar um calor intenso e direcionado para vários tipos de utilização, gerando um calor agradável na direção de quem os utiliza.

O maior problema destes equipamento é que são capazes de consumir os mesmos 2000W (ou mais) que um aquecedor elétrico ou a óleo e aquecem apenas na direção para onde estão a apontar, não fazendo com que a divisão fique quente e sem a capacidade de conseguirem manter qualquer calor gerado por algum tempo.

Desta forma, por muito rápidos e confortáveis que possam ser para ter debaixo da mesa junto aos pés, são equipamentos que consomem muita energia e que não conseguem manter uma divisão quente por tempo suficiente para justificar parte do gasto elétrico.

Ar Condicionado

O maior investimento da lista toda é, sem dúvida, a compra e instalação de um ar condicionado. Claro que tem a vantagem de poder ser utilizado no verão e no inverno e de, em muitos casos, ainda realizar a função de desumidificador e purificador de ar, no entanto, é um investimento muito maior e que requer uma instalação própria.

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Os ares condicionados de parede são fixos, o que implica a instalação de um aparelho individual em cada divisão que se queira controlar a temperatura. Além disso, é necessário realizar uma instalação especifica na casa para estes equipamentos e instalar ainda a unidade exterior no lado de fora da casa.

Em termos de eficiência de aquecimento, são muito mais capazes que outros aparelhos e chegam a ser mais silenciosos que muitos que trabalham com o recurso a uma ventoinha.

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No caso dos equipamentos portáteis, podem ser uma solução mais em conta, mas são muito mais ruidosos e têm um tamanho maior que um aquecedor convencional, pelo que em termos de arrumação não são os mais simpáticos.

Aquecedor de halogénio

Estes aquecedores são um bom exemplo de como a mente pode levar o consumidor ao engano. Olhando para eles a funcionar, vemos uma luz alaranjada intensa e sentimos, de facto, o calor que é gerado por estes equipamentos, o que nos leva a pensar que é algo muito bom para aquecer uma divisão e que, apesar do consumo que gera, é extremamente acessível em termos de preço.

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Mas a verdade é que este tipo de aquecedores gera calor apenas para quem está próximo do aparelho, não faz uma distribuição pela divisão nem tem capacidade para aquecer grandes áreas.

O preço acessível a que se pode comprar um aquecedor deste género é um fator que atrai muitas pessoas e que leva, mais tarde, ao arrependimento quando percebem que o quarto não fica quente o suficiente após ter o aparelho ligado por mais de uma hora seguida, sempre com consumos entre os 1550W e os 2000W.

Convetor

Os convetores criam alguma confusão na cabeça dos consumidores pela sua semelhança com diversos outros equipamentos desenhados para aquecer uma divisão.

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Podem ser parecidos a um aquecedor elétrico e, ao mesmo tempo, a um termoventilador se tiverem a função de ventilação. A verdade é que é são um meio termo entre estes dois equipamentos.

Com a ajuda de um ou duas resistências, estes equipamentos aquecem o ar recorrendo apenas às leis da física. O ar quente vai entrar por baixo e o ar quente vai subir, passando assim a aquecer a divisão com um aquecimento instantâneo.

Estes aparelhos têm a capacidade de aquecer divisões grandes, de forma homogénea conseguindo ser extremamente silenciosos quando não recorremos ao uso da ventoinha integrada em alguns dos modelos disponíveis no mercado.

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Estes equipamentos vêm em diferentes tamanhos e pesos o que pode influenciar a compra do consumidor. Além disso, não são muito bons a manter o calor já gerado, sendo um funcionamento semelhante ao dos aquecedores elétricos que vão estar constantemente a ligar e a desligar por breves períodos para irem mantendo o aquecimento.

Emissor térmico

Os emissores são equipamentos elétricos que conseguem acumular algum calor no seu interior o que lhes permite a libertação de calor após interromperem o funcionamento de forma a controlar melhor a temperatura ambiente.

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Funcionam com base numa resistência no seu interior e podem ser fixados à parede para quem quiser uma instalação mais fixa e sem ocupar tanto espaço na divisão.

Apesar de ser um calor instantâneo, é mais demorado que as outras soluções semelhantes elétricas e levam muito mais tempo a aquecer uma divisão, o que pode gerar consumos de eletricidade mais elevados quando utilizados por longos períodos de tempo.

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Oferecem a possibilidade de programação e um controlo digital de temperatura.

Extras que podem ajudar a controlar os consumos

Uma conclusão que temos de partilhar é que não existe o cenário ideal neste caso: um aquecedor eficaz e que gaste pouco.

Todos os casos implicam custos e tudo depende do tipo de utilização que cada um vai ter com os aparelhos. No entanto, a tecnologia tem ajudado bastante nesta área e existem já diversos modelos com contam com modos económicos de funcionamento para ajudar a regular a potência dos aquecedores para um uso normal sem exageros.

Além disso, é sempre possível recorrer a aparelhos externos que possam ajudar a ter uma maior noção dos gastos. Um exemplo perfeito seria uma tomada inteligente, como por exemplo a Tapo P110, que permite ter acesso aos consumos atuais que estão a ser feitos além de permitir controlar e programar o uso da corrente elétrica.

Desta forma, um equipamento sem termostato ou sem temporizador, pode ser configurado para trabalhar apenas o tempo que o utilizador quiser, podendo ajudar a reduzir o consumo de forma mais prática.

Algo que deve também ter em conta é que no caso do aquecimento, a maioria das vezes compensa gastar um pouco mais no ato da compra. Por vezes as marcas brancas oferecem soluções mais baratas mas que acabam por não conseguir fazer o aquecimento de forma tão eficaz, enquanto outras marcas oferecem uma distribuição de calor mais eficaz que ajuda a controlar os gastos a longo prazo.

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