Quatro estados americanos processaram a Meta por alegadamente ter desenhado o Instagram e o Facebook para criar adição em crianças e adolescentes, reclamando 200 mil milhões de dólares.
A Meta chegou agora a um acordo com os procuradores, pagando 18 mil milhões de dólares e comprometendo-se a implementar um conjunto de restrições profundas nas duas plataformas para utilizadores menores de 17 anos.
Meta aceita limite diário de duas horas, bloqueio noturno e silêncio em horário escolar no Instagram e Facebook
As mudanças serão aplicadas em todos os estados americanos exceto Novo México, que tem um processo judicial separado em curso, e Florida, onde os menores de 14 anos já estão proibidos por lei de ter contas em redes sociais.
O limite diário de duas horas será ativado por defeito para menores, contando como total combinado do Instagram e Facebook. Só um progenitor ou tutor poderá desativá-lo, embora vídeos ou áudios com mais de 22 minutos e as funcionalidades de mensagens não contem para o limite.
Para combater o doomscrolling, ambas as plataformas mostrarão avisos a cada 15 minutos a sugerir que o utilizador explore algo diferente, com avisos adicionais aos 60 e 90 minutos.
O bloqueio noturno ativa entre as 00h00 e as 06h00 e impede publicar conteúdo novo e aceder a histórias, reels ou à aba Explorar, permitindo apenas o uso de mensagens. As notificações serão silenciadas por defeito entre as 08h00 e as 15h00 em dias de semana, exceto mensagens diretas e alertas de segurança.

Outras mudanças incluem a opção de feed não personalizado sem recomendações algorítmicas, desativação do autoplay de reels, ocultação por defeito do número de likes nas publicações de adolescentes, restrição alargada a filtros de maquilhagem extrema e reforço da verificação de idade com expulsão de utilizadores com menos de 13 anos.
O acordo tem uma cláusula importante já que a Meta condicionou parte do pagamento à implementação de restrições semelhantes pelos seus concorrentes TikTok, Snapchat e YouTube, e já lançou uma campanha publicitária nos principais jornais americanos a pressionar as outras plataformas a seguir o mesmo caminho.
