Como a NASA e a AWS trouxeram a Lua à Terra em 4K

Depois de os portugueses terem voltado os olhos para o céu no passado dia 12 de agosto, para observar um eclipse solar raro, a atenção vira-se agora para o feito conseguido pela NASA e pela AWS com a tecnologia revolucionária que nos permite ver a Lua de forma inédita.

Há poucos meses, tornou-se possível transmitir, pela primeira vez na história, vídeo em direto em resolução 4K da Lua para a Terra através de tecnologia laser.

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NASA e AWS fizeram a transmissão em direto mais distante da história

Esta transmissão pioneira proporcionada pela NASA e pela AWS, que permitiu aos espectadores acompanharem os astronautas no espaço, foi vista por cerca de 25 milhões de pessoas.

O feito ocorreu durante a missão Artemis II, iniciada em abril de 2026, quando quatro astronautas partiram a bordo da nave Orion. Esta missão assinalou a primeira viagem tripulada à Lua desde a Apollo 17, realizada em 1972.

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As imagens do momento em que os astronautas contornavam a Lua foram transmitidas em direto e distribuídas mundialmente através de plataformas como o NASA+, o YouTube e o Prime Video.

Para que esta missão se tornasse uma realidade, foram necessários anos de trabalho de engenharia e uma enorme capacidade de computação na cloud para definir a trajetória de voo. A equipa de ciências de voo da NASA, baseada no Johnson Space Center, executou dezenas de milhares de simulações, gerando entre dois a cinco terabytes de dados por cada potencial lançamento.

Todo este sistema, desenvolvido pela Booz Allen Hamilton com processadores Intel, funciona na plataforma da Amazon Web Services (AWS) e utiliza uma abordagem de cloud bursting, permitindo à NASA aceder a centenas de instâncias adicionais a pedido. Nas primeiras 48 horas após o lançamento, foi este sistema que calculou os ajustes de trajetória quase em tempo real.

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A comunicação entre a Lua e a Terra foi assegurada pelo Orion Artemis II Optical Communications System (O2O), um terminal de comunicações óticas que a NASA demorou mais de duas décadas a desenvolver.

Utilizando laser, os dados viajaram mais de 400 mil quilómetros a velocidades até 260 megabits por segundo. No Hemisfério Sul, o sinal foi recebido pelo Observatório de Mount Stromlo, na Australian National University, e encaminhado para o White Sands Complex da NASA, no Novo México, onde ocorreu o processamento do vídeo.

O percurso terrestre de cerca de 15 mil quilómetros foi feito em milissegundos, através de uma ligação de rede construída em poucas semanas pela AWS, NASA e Australian National University, com um custo equivalente ao de um computador portátil.

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A difusão do sinal a milhões de ecrãs e dispositivos móveis dependeu da plataforma NASA+, operada com recurso a serviços como o AWS Elemental MediaLive, para a codificação do vídeo em direto, e o AWS Elemental MediaConnect, para a distribuição aos parceiros.

O sucesso da transmissão da missão Artemis II serviu para validar uma cadeia tecnológica que será a base para o futuro. A NASA prepara-se agora para a missão Artemis IV, que prevê voltar a colocar humanos na Lua pela primeira vez desde 1972, perspetivando chegar a uma audiência global de 250 milhões de pessoas.

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