A OpenAI tem estado a evoluir a passos largos a sua inteligência artificial, procurando agora evoluir a parte de conversação por voz.
Face a estes desenvolvimentos, a empresa americana avisa para os perigos dos utilizadores se poderem apaixonar pela inteligência artificial.
OpenAI alerta para possibilidade dos utilizadores se apaixonarem pela IA
Muitos viram certamente o filme “Her” e de como se poderia desenrolar uma paixão entre uma pessoa e uma inteligência artificial.
Embora este fosse um filme de ficção criado em 2013, a verdade é que pode não estar muito longe da realidade.
A OpenAI lançou um conteúdo informativo onde detalha os perigos dos utilizadores se apaixonarem pela IA com a integração das novas funcionalidades de conversação por voz.
Segundo a empresa americana, o ChatGPT tem qualidades para gerar um vínculo emocional com o utilizador.
Intitulado de “Antropomorfização e dependência emocional” esta informação refere os riscos de atribuir comportamentos e características humanas ao modelo IA e de como pode levar o utilizador a confundir-se ou criar um laço com o chatbot. Este estado é especialmente agravado pelo assistente de voz potenciadas pelo GPT-4o.

Na fase de testes deste novo modelo, a OpenAI identificou traços de vínculo nas conversações dos utilizadores com o ChatGPT, algo que pode ser inicialmente benigno, mas perigoso a médio e longo prazo.
De entre os perigos está a possibilidade da convivência com o modelo de IA poder afetar negativamente a capacidade dos utilizadores socializarem com outros humanos.
Além disso, o facto de o modelo de IA poder ser continuamente interrompido durante a conversação, poderá também levar o utilizador a perder as normas sociais e a considerar isto um comportamento normal durante uma conversação com outro humano.
A OpenAI avisa assim que o seu modelo tem potencial para gerar um dependência excessiva e promete explorar a fundo os efeitos de uma exposição prolongada ao ChatGPT.


