Os influenciadores podem ter um prazo de validade?

Ser um influenciador nos dias que correm é algo que, aparentemente, é fácil e nada aponta para que deixe de ser uma forma de ganhar dinheiro como qualquer outro emprego. No entanto, é um mercado de maior risco e, tal como um conteúdo se pode tornar viral do dia para a noite, também um influenciador pode perder o seu trabalho num piscar de olhos.

Rachel Levin, Sean e Jim Louderback, dois criadores de conteúdo com bastante influência e o CEO da VidCon, estiveram na Web Summit a explicar como tudo começou e como conseguem manter-se sempre relevantes para a comunidade, evitando ao máximo o seu prazo de validade.

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A comunicação com os seguidores é um ponto crucial para os influenciadores

Rachel Levin, Criadora de conteúdo e artista musical da RCLBeauty101, começou por produzir um conteúdo focado em maquilhagem e produtos de beleza, “mas agora já não sei que tipo de conteúdo em especifico é que eu faço”, comenta entre risos.

De forma geral, a influenciadora insere-se na categoria de Lifestyle, pois produz conteúdo de diversos temas mas todos ligados ao seu estilo de vida e ao que gosta de fazer.

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Já Sean, do canal SeanDoesMagic, começou o seu império (que já conta com 20 milhões de seguidores no TikTok e mais de 3.8 milhões no YouTube) por pensar que “se eu vou ao YouTube para ver vídeos de magia e como são feitos os truques, porque é que não posso ser eu a fazer esses vídeos?”, comentou o influenciador.

Os dois influenciadores concordam no ponto em que a audiência é que faz deles o que eles são. “O principal disto tudo é falar com as pessoas”, explica Rachel, “no início, no Twitter, colocava favorito em todos os tweets, no Instagram respondia a imensos comentários, quando via uma página de fãs tentava meter conversa, partilhar, etc”, ou seja, a influenciadora dedicava-se a interagir com aqueles que, mais tarde, continuam do seu lado a acompanhar o trabalho que foi sendo alterado com o passar dos anos.

Sean também pensa da mesma maneira, “a interação com o público é muito relevante, isto não seria possível sem eles”. A forma como o influenciador opta por se ligar aos seguidores é através de diretos nas plataformas, assim “posso conectar-me mais com eles e responder a muitas dúvidas e isto ajuda a manter os seguidores do nosso lado”, conclui.

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Os influenciadores precisam também de conseguir perceber que o conteúdo não pode ser igual para todas as plataformas disponíveis. O mercado é grande e, em cada rede social, o conteúdo é divulgado de forma diferente e tem, por norma, um público diferente.

“Se fizer exatamente a mesma coisa no YouTube e no Instagram não vou conseguir agarrar tantas pessoas”, esclareceu a influenciadora Rachel Levin. “O Instagram é algo mais polido, o TikTok é mais à vontade, posso acordar e gravar logo para lá. Cada plataforma exige uma gestão diferente e isso é algo que as pessoas têm de perceber como fazer e como gerir.”

Sean comenta esse assunto indo de acordo com o que a colega referiu. A adaptação tem de estar sempre presente neste tipo de trabalhos e sempre que uma nova rede social surge e começa a agarrar um grande número de utilizadores, os influenciadores têm de ser capazes de criar conteúdo para lá para conseguirem novos seguidores nas outras plataformas e de forma a manterem a relevância na rede.

Se esta gestão não for bem feita e se os influenciadores não souberem trabalhar com os diversos algoritmos, então, o seu trabalho poderá mesmo ter um prazo de validade.

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