Com as temperaturas a atingir valores acima dos 30ªC de forma constante, os portugueses procuram todo o tipo de equipamentos que possam ajudar a amenizar o calor dentro de casa.
No entanto, o desespero por uma sensação fresca pode levar a uma escolha precipitada e errada do melhor aparelho para colocar dentro de casa, originando contas de luz elevadas e pouco arrefecimento.
Com diferentes equipamentos disponíveis no mercado que vão desde os ares condicionado às ventoinhas e passando pelos climatizadores, qual será, de facto, a melhor opção para cada consumidor? Explicamos-lhe as diferenças e vantagens de cada equipamento para poder tomar uma decisão informada e consciente no momento da compra.

Qual o melhor equipamento para o Verão?
As ventoinhas são a opção mais prática e barata que surge em diversos tamanhos, formatos e preços, oferecendo uma grande variedade ao consumidor para escolher nestes momentos de desespero extremo devido às temperaturas elevadas.
Mas se existem ventoinhas de 19.99€ e ventoinhas de 150€ o que é que justifica essa diferença de preços? E com alguns equipamentos de ar condicionado portáteis a 199.99€, qual é que é a vantagem entre cada um dos equipamentos?
Pois bem, a ventoinha, primeiro que tudo, não vai criar ar frio, nem mesmo que a equipa de marketing gaste todo o budget do ano nessa publicidade vai, de facto, fazer com que isso seja uma realidade. Este equipamento é feito para fazer circular o ar que pode ser direcionado ou oscilante, pelo que provoca um efeito refrescante nas pessoas de forma momentânea.
Quando usada de forma correta, pode oferecer uma sensação de frescura agradável e pode até ser o suficiente para, por exemplo, um espaço pequeno em que o propósito seja sentir uma brisa de ar fresca e não propriamente baixar a temperatura da divisão.
Uma boa opção para diversas situações são as ventoinhas de teto que, além de não ocuparem tempo, têm pás maiores que movimentam muito mais ar de uma só vez que as tradicionais. Estes equipamentos são bastante eficazes para espaços onde precisamos de fazer circular o ar ou até mesmo para ter por cima da cama durante a noite e criar uma sensação fresca que ajuda a adormecer nas noites mais quentes.
Já os modelos tradicionais, de pé, variam apenas em termos de potência, número de pás e material utilizado. Uma ventoinha com pás metálicas acaba por conseguir um efeito mais fresco devido ao metal arrefecer e ajudar a criar uma ilusão de frescura maior, isto quando comparado com os modelos com pás de plástico. No entanto, também são modelos um pouco mais ruidosos.
As torres de ventilação, por sua vez, são um pouco mais silenciosos, mas também movem menos ar, pelo que não funcionam muito bem em áreas grandes, mas oferecem uma sensação mais fresca quando dirigidas diretamente para a pessoa.
Depois, claro, para justificar o valor extra de cada equipamento deste género, temos a potência de cada uma, que vai oferecer uma maior ou menor rotação por segundo, assim como funcionalidades extra como um pulverizador de água ou um dissipador de inseticida para combater as melgas e os mosquitos.

De forma geral, com mais funcionalidades ou um aspeto mais modesto, todas elas fazem o mesmo: movem o ar. Para arrefecer o ambiente é necessário procurar uma solução mais eficaz e adequada.
Os climatizadores podem enganar
Um dos equipamentos que mais pode levar ao engano são os climatizadores. Estes aparelhos muitas vezes mostram-se extremamente capazes quando expostos numa loja, com um ar super fresco a ser mandado diretamente ao cliente e um ruído reduzido, o que passa a ideia de um cenário perfeito para arrefecer a casa.
No entanto, o que nos precisamos de lembrar é que dentro de um espaço comercial, já existe um ar condicionado industrial a funcionar, pelo que o ar já está, por si só, fresco. O que o climatizador faz é mandar esse mesmo ar com uma maior velocidade na direção do consumidor transmitindo assim uma ideia errada de ar frio. Isto porque, na maioria das vezes, nem é colocada água nos modelos de exposição em loja.

Estes equipamentos precisam de um ambiente muito especifico para serem minimamente eficazes, uma vez que o arrefecimento do ar passa por um circuito interno que usa a água do depósito para molhar um filtro que, por sua vez, acaba por emitir alguma sesação de frescura devido à diferença de temperatura sentida.
No entanto, dentro de um casa, o ar está quente, pelo que não vai ser possível criar o efeito desejado quando o ar que é “puxado” está quente e deveria ser arrefecido. O gelo pode ajudar por cerca de 10 minutos, mas após derreter, torna-se em água que acaba por aquecer com o ar quente que circula pelo equipamento.
Esta é uma solução ideal para um local mais seco e que necessita de humidade no ar para passar uma sensação de frescura, mas que vai ser mais eficaz num arrefecimento direto quando dirigido à pessoa e não tanto para baixar a temperatura de uma divisão. É, no fundo, uma torre de ventilação com um reservatório de água que pode ajudar a criar uma sensação mais fresca.
O ar condicionado tradicional portátil – o amigo que nem sempre é o necessário
Com um ar condicionado portátil o consumidor tem a garantia de que vai ter ar fresco em casa, uma vez que estes equipamentos, à semelhança dos tradicionais, têm um gás no interior que acaba por, de facto, arrefecer o ar.
No entanto, apesar de serem muito mais práticos e de poderem ser transportados de um lugar para o outro, envolvem uma ginástica diferentes e uma atenção redobrada quanto ao espaço onde queremos colocar estes equipamentos.
Para começar, o facto de unidade interior integrar, também, o compressor, o ruído produzido vai ser muito mais elevado ue qualquer ar condicionado tradicional com uma unidade externa. Mesmo os modelos que se apresentam como sendo silenciosos, vão fazer um ruído considerável quando dentro de uma casa.
No entanto, ruído à parte, temos aqui um equipamento capaz de arrefecer, de facto, uma divisão ou mesmo uma casa inteira, dependendo do tamanho.
Para a instalação precisamos é de uma fonte de energia, para o ligar à corrente, e de uma janela onde possamos colocar o tubo de extrações por onde vai ser mandado todo o ar quente originado do funcionamento do equipamento.
Por norma, estes equipamentos trazem um kit de instalação para janelas que, na maioria dos casos pode funcionar, mas que também poderá não ser o mais indicado e requer a compra de um adaptador para certas janelas.

Instalação feita e em condições e, supostamente, temos o espaço arrefecido de certeza. Ou assim deveria ser.
A verdade é que, mesmo cumprindo os tamanhos de sala recomendados, 9000Btu num equipamento portátil nunca vão conseguir ser tão eficazes como num ar condicionado tradicional. Existem fugas que continuam a permitir a entrada do calor para dentro de casa e o equipamento estando num nível inferior acaba por ter mais dificuldade em arrefecer todo o espaço desde o teto ao chão (uma vez que o ar quente sobe e o ar frio desce).
Para espaços mais pequenos é uma ótima solução que não requer qualquer tipo de instalação própria e que oferece, de facto, um ambiente mais fresco. No entanto, temos de ter em conta que acabam sempre por consumir mais energia que os modelos tradicionais e, claro, levam a contas de luz mais elevadas no final do mês.
O ar condicionado tradicional é o melhor?
O ar condicionado tradicional é, sem sombra de dúvidas, a melhor forma de arrefecer uma divisão em menos tempo e com um menor consumo de energia, mas também traz umas quantas desvantagens associadas.
Se a eficácia de arrefecimento é a melhor dos diversos equipamentos referidos e o ruído é muito reduzido, a instalação é uma dor de cabeça para muitos dos casos.

Se a casa já tiver uma pré-instalação feita, o cenário é menos dramático mas, mesmo assim, necessita de encontrar um profissional credenciado que faça a instalação do equipamento de forma a não perder a garantia do mesmo.
Além disso, se o local não tiver a pré-instalação feita, envolve obras na divisão para preparara tudo para a instalação. Além disso, por cada divisão vai ser precisa uma unidade interior individual e, dependendo da distância e da potência, uma outra unidade exterior.
É uma instalação complexa e que pode encarecer o investimento inicial. No entanto, após a instalação, é um equipamento que vai garantir o arrefecimento da divisão sem grandes problemas (desde que tenha a potência necessária para a divisão) e com uma maior eficácia, uma vez que o ar frio é distribuído de cima para baixo.

Além disso, são dos equipamentos mais silenciosos e consomem menos energia que os portáteis, pelo que, sendo uma casa própria, poderá ser um investimento a ponderar.
Truques que podem ajudar a manter a casa mais fresca
Durante o dia, independentemente de qualquer equipamento de ventilação ou climatização que tenhamos em casa, algo que vai sempre ajudar é manter as janelas e os estores fechados durante o período em que o sol está a incidir naquela zona da casa.
Desta forma, o interior da casa não vai aquecer tanto e a necessidade de arrefecer o ar quando chegamos a casa é menor, pelo que o esforço necessário por parte dos aparelhos é, também, menor.

Se estivermos a utilizar um ar condicionado portátil e sentirmos que, mesmo sendo uma divisão pequena, o espaço não arrefece na totalidade como deve de ser, juntar uma ventoinha em simultâneo poderá ajudar.
A ventoinha, quando bem utilizada neste cenário, vai ajudar a espalhar o ar frio e criar uma circulação de ar constante, levando assim o ar frio criado pelo AC para toda a divisão e, por sua vez, reduzir o ar quente que se vai acumulando na zona superior da divisão.



