Reclamações contra a LG disparam 38% em Portugal

A perceção dos consumidores portugueses em relação à LG Electronics sofreu uma forte deterioração ao longo de 2026.

Segundo dados recentes divulgados pelo Portal da Queixa, as reclamações dirigidas à LG Electronics registaram um aumento de 38,33% face ao ano passado, impulsionadas sobretudo por falhas no serviço pós-venda, dificuldades no acionamento de garantias e defeitos nos equipamentos.

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LG conta com diversas queixas sobre o serviço pós-venda

Entre 1 de janeiro e 9 de setembro de 2026, foram formalizadas 83 queixas no Portal da Queixa, contrastando com as 60 contabilizadas no mesmo período de 2025. O mês de julho revelou-se o mais crítico para a LG, somando 17 reclamações, mais do dobro do registado no período homólogo do ano anterior.

O retrato atual da LG junto dos consumidores é traçado, na esmagadora maioria, por problemas após o momento da compra. A Assistência Técnica e Garantia isola-se como o principal motivo de insatisfação, representando 42,17% do total das ocorrências.

Os clientes relatam reparações mal executadas ou inacabadas e obstáculos sistemáticos no cumprimento das condições de garantia.

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A Falta de Qualidade do Produto surge como a segunda maior causa de conflito (24,10%), com queixas de equipamentos entregues já danificados ou com defeitos de fabrico. Logo de seguida, a Má Qualidade do Serviço e Atendimento (22,89%) reflete as críticas aos prolongados tempos de espera e à ineficácia comunicacional do apoio ao cliente.

Num olhar aos equipamentos da LG que mais dores de cabeça causam aos portugueses, destacam-se os televisores, que motivaram 18% das reclamações (15 em 83). A lista estende-se ainda a frigoríficos, máquinas de lavar roupa e loiça, máquinas de secar e ares condicionados.

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Curiosamente, e apesar de a LG ter estado recentemente sob escrutínio público devido a notícias sobre a alegada capacidade de certos televisores captarem som mesmo com o ecrã desligado, os dados mostram que os portugueses não parecem, para já, preocupados com esse aspeto. Segundo os dados do Portal da Queixa, nenhuma queixa registada este ano visou falhas de segurança, privacidade ou captação de áudio.

O volume de queixas tem um reflexo direto e severo na reputação online da marca. A análise revela que os consumidores atribuem à LG Electronics uma avaliação média de apenas 2,72 em 10. O Índice de Satisfação da marca no portal não vai além dos 23,3%, agravado por uma taxa de solução de apenas 24,8% e uma taxa de retenção de 26%.

O perfil do consumidor insatisfeito é maioritariamente masculino (61,45%), concentrado na faixa etária entre os 35 e os 54 anos. Do ponto de vista geográfico, as áreas metropolitanas lideram o descontentamento: os distritos de Lisboa (28,92%), Porto (24,10%) e Setúbal (18,07%) agregam mais de 70% das denúncias.

portal da queixa logo

Para Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa, o cenário é claro: “Os dados analisados mostram que as principais fontes de insatisfação com a marca LG em Portugal continuam a estar relacionadas com o produto e, sobretudo, com o pós-venda”. O responsável alerta ainda que, num mercado tecnológico onde a confiança é fulcral, “a capacidade de responder, resolver e esclarecer problemas assume uma importância crítica para a reputação da marca”.

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