Com o aumento das viagens, a partilha de momentos nas redes sociais e o maior tempo passado online durante o verão, a exposição aos riscos digitais cresce significativamente.
No entanto, um novo estudo da Kaspersky indica que a proteção digital abrangente ainda está longe de ser uma realidade global, revelando que apenas 33% das famílias têm soluções de segurança instaladas em todos os equipamentos, algo que se destaca em termos de gravidade na altura do verão onde estamos menos atentos.
As ameaças sazonais do verão
O período de férias de verão representa uma oportunidade acrescida para os cibercriminosos, especialmente devido à utilização de redes Wi-Fi públicas em hotéis e aeroportos, assim como ao aumento de compras online ligadas a viagens.
O fator humano continua a ser uma das maiores vulnerabilidades, tal como demonstrado por dados da ESET que indicam que um em cada quatro ciberataques em Portugal, durante 2025, teve origem em campanhas de phishing.

De forma a gerir estas ameaças, muitas casas contam com um “Gestor Digital Familiar”, que assume a responsabilidade pelas configurações e ciberproteção. A abordagem adotada por muitos é focada na educação: 47% dos inquiridos orientam regularmente crianças e idosos sobre práticas seguras, 45% recomendam a utilização de gestores de palavras-passe e 42% incentivam a autenticação multifatorial assim como o ajuste das definições de privacidade.
Apesar desta consciencialização, cerca de 10% das pessoas não tomam qualquer medida para proteger a família no ambiente online, uma percentagem que sobe para 21% na faixa etária acima dos 55 anos.
Embora a proteção de todos os dispositivos móveis, tablets e computadores seja descurada pela maioria, o cenário é mais positivo no que diz respeito aos mais novos. Cerca de 67% das famílias com filhos menores de 18 anos recorrem a ferramentas de controlo parental para monitorizar a atividade online, restringir conteúdos inadequados, gerir o tempo de ecrã e reforçar a segurança física através da geolocalização.

Outro ponto crítico sublinhado pelos especialistas da Kaspersky é a configuração inicial de novos equipamentos, um passo realizado por apenas 30% dos inquiridos em prol dos familiares. A recomendação passa por instalar uma solução de segurança e rever as definições de privacidade antes da primeira utilização, garantindo proteção desde o primeiro momento assim como ao longo das férias de verão.
“Quanto mais ligados estamos a conversar, partilhar momentos e a comunicar, mais nos integramos numa rede de dispositivos e serviços. Cada novo equipamento, cada hora adicional passada online, aumenta a superfície de ataque disponível para agentes maliciosos, tornando as pessoas vulneráveis a múltiplas ciberameaças. Nem todas as gerações se adaptam a estas mudanças com a mesma facilidade. É por isso que a proteção abrangente de todos os membros da família é tão importante. Cada família precisa de uma abordagem integrada e multidispositivo para garantir um ambiente digital partilhado e seguro”
Marina Titova


