O serviço de streaming da Google, o YouTube Music, começou a implementar, de forma muito gradual, um limite de visualizações para as letras das músicas na versão gratuita, forçando os utilizadores a subscrever o plano pago para manter o acesso total.
Se a empresa avançar com esta implementação à escala global, os utilizadores não pagos do YouTube Music vão começar a ter um limite do número de letras das músicas a que podem aceder.
YouTube Music está em fase de testes para o bloqueio das letras das músicas
O YouTube Music deu início a uma mudança polémica na plataforma, começando a limitar o acesso às letras das músicas para os utilizadores que não possuem uma subscrição paga.
A funcionalidade, que até agora era gratuita e universal, está a ser progressivamente colocada atrás de um “paywall”, tornando-se um benefício exclusivo dos membros Premium.


De acordo com relatos recentes de vários utilizadores e informações avançadas pelo portal Android Police, a aplicação começou a exibir uma mensagem clara: “As letras estão apenas disponíveis para membros Premium”.
No novo modelo que está a ser implementado, os utilizadores do plano gratuito parecem estar limitados a apenas cinco consultas de letras. Assim que este limite é atingido, o painel das letras passa a mostrar apenas as linhas iniciais da canção, ocultando o restante texto com um efeito de desfocagem.
Esta decisão surge após uma fase de testes que a Google terá realizado em setembro de 2025. A estratégia parece ser uma tentativa direta de impulsionar o número de subscrições do YouTube Music Premium, numa altura em que a plataforma tenta aproximar-se da liderança de mercado do Spotify.
Curiosamente, esta medida marca uma diferenciação importante face à concorrência. Embora o Spotify tenha testado restrições semelhantes no passado, a plataforma sueca optou por manter as letras acessíveis a todos os utilizadores, independentemente de terem ou não uma conta paga.
Para os utilizadores que não pretendem aderir ao plano pago (que tem um custo aproximado de 10€ mensais), a solução vai passar por recorrer a aplicações externas.
Serviços como o Musixmatch ou o Shazam continuam a oferecer letras em tempo real de forma gratuita e podem ser utilizados em paralelo com o YouTube Music.
Embora a Google ainda não tenha oficializado a medida para todos os mercados, a restrição está a ser implementada de forma faseada a nível global. Para muitos utilizadores da versão gratuita, que já aceitam a presença de anúncios entre músicas, esta limitação de uma funcionalidade básica poderá ser vista como um passo demasiado restritivo na experiência de utilização do serviço.



