O Claude está a ser usado para libertar dispositivos Echo da Amazon.
Um projeto transformou uma Echo Dot num satélite de voz local do Home Assistant, sem enviar dados para a Amazon, e há quem tenha feito o mesmo a uma Echo Show 5, com instalação de Linux.
Echo Dot Assist mantém o microfone e a palavra de ativação mas elimina o firmware da Amazon, e há quem faça o mesmo à Echo Show 5
As pessoas têm usado o Claude para entrar em todo o tipo de dispositivos, com destaque para as smart TVs, como quando alguém conseguiu aceder ao sistema Tizen OS da Samsung. Desta vez, o alvo foram as colunas e ecrãs inteligentes da Amazon.
O projeto Echo Dot Assist
O projeto de Andy’s Tech Lab, divulgado pelo Hackaday, quis aproveitar o hardware da Echo Dot 3 (2018) sem a parte da Amazon.
Para isso, soldou um conector USB à placa, ligou-se a ela, fez root ao dispositivo e usou o Claude para criar o software Echo Dot Assist.
O resultado é uma Echo Dot que mantém o processamento do microfone e o motor de deteção da palavra de ativação, mas deixa de enviar dados para a Amazon.
A página do projeto diz que funciona noutros modelos, com configuração diferente para cada um: Echo Dot de 3.ª geração (2018) e de 2.ª geração (2016), Echo de 2.ª geração (2017), Echo Show 5 de 1.ª (2019) e 2.ª geração (2021), Echo Show 8 de 1.ª (2019) e 2.ª geração (2021) e Echo Input (2018).
Não funciona com a Echo Dot de 3.ª geração de 2019 e 2020 nem com a versão com relógio, por isso convém confirmar o modelo antes de tentar. O código e as instruções estão no GitHub, na página do Echo Dot Assist.

O caso da Echo Show 5
Há também quem tenha seguido um caminho semelhante com uma Echo Show 5. Um utilizador conta que o Claude o ajudou a instalar Linux no aparelho, a configurar o Home Assistant e até a diagnosticar o motivo pelo qual as câmaras Wyze não se ligavam, embora admita que o Claude teve dificuldades em encontrar solução em alguns pedidos.
Segundo o utilizador, estes aparelhos são sobretudo dispositivos publicitários e só depois relógio e assistente, com um ecrã que nunca mostra a hora quando se quer. Agora diz “Jarvis, tranca a porta da frente, vou dormir” e a porta tranca, o termóstato baixa, as luzes da casa apagam-se, exceto no quarto, que fica com uma luz ténue, e o sistema consulta o calendário do CRM para ver se há compromissos logo de manhã. O ecrã mostra ainda as câmaras de vigilância, e não a 5 fps como no firmware original.
Este segundo caso é um testemunho de um utilizador, sem verificação independente, por isso deve ser lido com cautela. Mesmo assim, mostra o interesse em ter assistentes que funcionam localmente, em vez de dependerem da nuvem de uma só empresa.



