A independência da OnePlus como marca está seriamente em causa. Um novo relatório da Moneycontrol, citando fontes familiarizadas com o assunto, indica que os planos de longo prazo da OPPO passam por reunir a OPPO, a realme e a OnePlus numa única estrutura operacional, gerindo as três como linhas de produto distintas em vez de marcas independentes.
A notícia surge na sequência da saída de Michael Guo, CEO da realme na Índia, que abandonou o cargo por razões de saúde, mas cuja saída coincide com uma reestruturação profunda que está a integrar a realme e a OnePlus sob a estrutura mais ampla da OPPO no mercado indiano. O vice-presidente da realme Global, Chase Xu, assumirá a supervisão do mercado indiano.
Um processo de contração que já vinha a acontecer na OnePlus e Realme
A OnePlus tem dado sinais de dificuldades há vários meses. Na Índia, o CEO Robin Liu deixou a empresa abruptamente pouco depois de ter negado publicamente rumores sobre o encerramento da empresa, tendo a marca eliminado toda a sua presença em lojas físicas, tornando-se exclusiva online com o lançamento do OnePlus Nord 6.
Na Europa, a situação é igualmente preocupante. As equipas de relações públicas e gestão regional do Reino Unido e da UE abandonaram a empresa em massa em poucas semanas e os canais sociais da OnePlus Europe estão inativos há meses, apesar de a empresa manter oficialmente que está a avaliar o seu roadmap regional.

Nos Estados Unidos, o site oficial da OnePlus continua operacional mas com um portfolio de produtos bastante limitado. Mais recentemente, as unidades de exposição do OnePlus 15 e do 15R foram removidas das lojas Best Buy e a empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre os seus planos para o mercado americano e global.
O leaker Yogesh Brar afirmou no X que a OnePlus está agora ativa apenas na Índia e na China, e antecipou que notícias ainda maiores surgirão no próximo mês.
Se os planos de integração avançarem, a OnePlus deixaria de existir como entidade independente para passar a ser uma linha de produtos dentro do ecossistema OPPO.
Esta estratégia levanta, no entanto, questões sobre a continuidade da identidade da marca que construiu uma base de fãs leais precisamente pela sua diferenciação face à OPPO.


