Embora não seja das marcas mais conhecidas no mercado, a Polestar continua a ser uma das melhores apostas quando o assunto são carros elétricos.
Com o Polestar 2 a marca já mostrou um produto de elevada qualidade com boa potência, materiais e autonomia, subindo agora a fasquia com os novos Polestar 3 e Polestar 4.
Nos últimos dias tivemos a oportunidade de testar este último modelo e partilhamos agora a nossa experiência.

Polestar 4 Review – Um carro completo que peca apenas pelo retrovisor
O Polestar 4 marca um novo patamar entre os SUV coupé do segmento D, combinando uma estética arrojada com desempenho elétrico de excelência.
Disponível em duas versões — Long Range Single Motor e Long Range Dual Motor — este modelo alia performance, autonomia e eficiência com uma experiência de condução sofisticada e sustentável.
O Polestar 4 está equipado com motores síncronos de ímanes permanentes. A versão Single Motor tem tração traseira com 200 kW (343 Nm), acelerando dos 0 aos 100 km/h em 7,1 segundos. Já a versão Dual Motor adiciona tração às quatro rodas, totalizando 400 kW (686 Nm) e um impressionante tempo de aceleração de apenas 3,8 segundos. Ambas as versões atingem uma velocidade máxima de 200 km/h.

Com um consumo energético otimizado (a partir de 17,8 kWh/100 km), o Polestar 4 oferece até 620 km de autonomia WLTP na versão de motor único e até 590 km na versão de duplo motor. O coeficiente aerodinâmico de apenas 0,261 Cd contribui para esta notável eficiência energética.
A bateria de 94 kWh úteis (100 kWh nominais), fabricada pela CATL com química NMC, suporta carregamento rápido até 22 kW em AC (0-100% em 5,5 horas) e até 200 kW em DC (10-80% em apenas 30 minutos).
Com 4,84 metros de comprimento, 2,14 m de largura (incluindo espelhos) e 2,999 m de distância entre eixos, o Polestar 4 oferece espaço e conforto para cinco ocupantes. A bagageira traseira tem até 526 litros, podendo atingir 1 536 litros com os bancos rebatidos. O modelo ainda inclui um pequeno compartimento frontal de 15 litros.
O Polestar 4 é também funcional, com capacidade de reboque de até 2 000 kg (Dual Motor) e 1 500 kg (Single Motor), além de suportar 75 kg no tejadilho e até 100 kg de carga sobre a bola de reboque.
A suspensão dianteira de quatro braços e traseira multibraço garantem conforto e estabilidade. A versão Dual Motor pode incluir amortecedores semi-activos ZF, enquanto a versão Single Motor conta com amortecedores passivos de alta capacidade. O Pack Performance adiciona travões Brembo com discos ventilados de 392 mm e jantes forjadas de até 22 polegadas.
Quanto ao preço, o Polestar 4 está disponível em duas versões principais, ambas com um generoso conjunto de equipamentos de série e várias opções de personalização através de pacotes adicionais.
O preço base destas versões é de:
- Long Range Single Motor: desde 66 700 €
- Long Range Dual Motor: desde 73 700 €.
Estes valores referem-se ao preço de entrada para cada motorização, já com um nível de equipamento completo e tecnologias de última geração.
Para quem procura elevar ainda mais a experiência de condução e conforto, a Polestar oferece os seguintes pacotes opcionais, disponíveis para ambas as versões:
- Pack Plus – 5 500 € – Melhora significativamente o conforto com sistema de som premium, teto panorâmico, climatização avançada e outros elementos de luxo e conveniência.
- Pack Performance – 4 500 € – Aumenta o desempenho com jantes forjadas de 22″, travões Brembo e ajustes dinâmicos para uma condução mais desportiva (exclusivo para Dual Motor).
- Pack Pilot – 1 500 € – Adiciona funcionalidades avançadas de assistência à condução e segurança, como condução semiautónoma e câmaras de alta definição.
- Pack Pro – 2 000 € – Detalhes de design exclusivos e acabamentos premium para um toque extra de sofisticação.

Design e qualidade de materiais
O Polestar 4 é um carro que se destaca na estrada e que fez virar muitas cabeças quando passávamos pelas ruas.
Além de não ser um dos carros mais comuns nas nossas estradas, apresenta também um design imponente e elegante que chama à atenção de quem aprecia um bom carro.

A versão que testámos conta com jantes de 21″, iluminação frontal em LED com formato de martelo de Thor, inspirado na Volvo, e conta ainda com um elevado número de sensores para apoiar no funcionamento do carro.


As portas não tem aro na zona de vidro, dando um toque de desportividade a este modelo.
Os espelhos retrovisores são também minimalista, com uma moldura quase inexistente.

Se no exterior temos linhas bastante interessantes, com puxadores ocultos e um vidro traseiro “inexistente”, é no interior que percebemos toda a elegância e cuidado que a Polestar coloca nos seus carros.
Com uma escolha de materiais que vai do tecido ao metal, encontramos um acabamento premium repleto de detalhes e elegância.


A coluna central apresenta apenas um botão rotativo para controlo de volume e pausa/play do áudio.

A restante área apresenta uma área de arrumação na zona central, que esconde os suportes de copos. Debaixo do apoio de braço, encontramos mais uma área para arrumar.
Na frente encontramos ainda uma área para carregamento sem fios do smartphone.


Debaixo desta consola temos também mais uma grande área de arrumação que ocupa quase todo o comprimento da consola superior.

Do lado da porta, temos mais uma arrumação na parte inferior, enquanto na parte superior temos os botões de controlo dos vidros e os botões para abrir e fechar o carro, todos em alumínio.

O volante apresenta diversos botões que permitem o controlo do cruise control, regulação de espelhos retrovisores, personalização do painel de instrumentos ou para acionar o assistente virtual.

Por trás, do lado esquerdo, temos o manípulo para os piscas, ligar as luzes e controlar o limpa-vidros, enquanto na direita temos o seletor de marcha para selecionar se queremos andar para a frente, trás ou Park.


O ecrã de instrumentos é bastante pequeno e simples, apresentando apenas as informações essenciais.

Do lado direito, temos o ecrã principal com umas impressionantes 15.4″, equipado com Android Automotive que permite controlar o carro todo.

Os bancos são de estilo backet e integram um tecido reciclado e sustentável.


No banco de trás temos 3 lugares bastante espaços, podendo os dois das pontas ser regulados em inclinação.

De apoio aos bancos traseiros temos um ecrã de controlo da climatização, que junta também a opção de ligar o aquecimento dos bancos traseiros, regular a inclinação e ainda controlar a reprodução de música.

Em todo o carro temos um sistema de som Harman/Kardon, um extra desta pack de complementos, que cria um excelente efeito surround.

A mala traseira é bastante espaçosa e conta com mecanismo para abrir com o pé e botão para a fechar. No fundo da mala encontramos um kit de reparação de pneu, um kit de primeiros socorros e dois carregadores, um para usar nas tomadas de casa e outro para ligar nos carregadores de rua.

O carregador liga-se numa porta na lateral traseira do carro, na posição onde costuma estar a tampa dos carros a combustível.

Na frente, encontramos também uma pequena arrumação e o local para encher o líquido do limpa-vidros.

Embora o preço seja elevado, estamos perante um carro que justifica, no cuidado e materiais escolhidos, o preço que é pedido por este modelo.
Arrumação
Arrumação é o que não falta no Polestar 4. No interior contamos com as bolsas em cada porta, a consola central com suporte de copos e arrumação debaixo do suporte de braço, toda a área debaixo desta consola e ainda um compartimento na frente do condutor, junto ao vidro.

A mala é também espaçosa, com 526 litros, e traz sistema de abertura com pé e fecho automático através de botão. Esta mala tem um pequeno espaço debaixo do tapete onde estão os carregadores e o kit de primeiros socorros.
Na frente temos apenas 15 litros de armazenamento, uma área muito curta e limitada e que irá servir apenas para coisas mais pequenas.

Por fim, temos também o porta-luvas, cuja abertura é através de um atalho no ecrã.
No geral, este é um carro que ganhou arrumação face ao Polestar 2 e que é agora uma boa referência neste segmento.
Regulação de bancos e conforto
A regulação dos bancos é feita de forma eletrónica através dos botões situados na lateral do banco.
Além da altura, pode ainda regular se quer mais para a frente ou para trás e ainda a inclinação da parte de baixo do banco.

É ainda possível expandir o apoio de pernas, embora este seja manual através de uma patilha na frente do banco.
Depois de configurada a posição, o Polestar 4 tem um efeito de memória até 3 utilizadores, uma funcionalidade apenas para o condutor.
Sempre que entramos no carro do lado do condutor o banco também avança para a posição de memória de forma automática. Quando quer sair, o banco recua para facilitar a saída.
Ambos os bancos frontais são aquecidos, assim como o volante.

Já na parte traseira temos dois bancos com reclinação automática e opção também de aquecimento de bancos.

Ainda na parte traseira, o espaço é bastante grande e 3 pessoas conseguem estar à vontade. Na imagem abaixo, é de notar a distância da cadeira ao banco da frente, estando o banco da frente já bastante relaxado.

Em termos de conforto, parece que vamos num sofá em casa. As viagens são bastante confortáveis, tanto na frente como atrás, além do espaçamento atrás e do condutor ser mais que suficiente.
Relembramos que o Polestar 2 tinha um problema de espaço no habitáculo que deixava o condutor apertado, algo totalmente resolvido neste novo modelo.

Os puxadores são ocultos para facilitar a aerodinâmica e o design deste. No entanto, é preciso ter em atenção. Pode acontecer estarmos a conversar perto do carro e, por alguma razão os puxadores recolherem. Se neste momento estivermos para colocar a mão, podemos ficar trilhados momentaneamente.

Iluminação interior e exterior
A iluminação exterior é realizada através dos LEDs em forma de martelo de Thor na frente.

O logo frontal também é iluminado, mas apenas acende quando abrimos o carro de noite.

A traseira é uma tira LED vermelha que ativa também com uma animação assim que nos aproximamos do carro.

Ainda na parte exterior temos duas luzes nos espelhos retrovisores para iluminar o caminho e, na porta da frente, temos uns projetores que iluminam o logo da Polestar no chão.

Pasando para o interior, temos a habitual iluminação LED por cima de cada lugar.

No entanto, além destas luzes, reforçou ainda mais a iluminação interior numa área a que chama atmosfera.
Através do ecrã do carro podemos navegar entre planetas do sistema solar, com o carro a adotar a cor característica de cada planeta em todo o redor do habitáculo num efeito de luzes muito interessante.




Ecrãs
Um dos grandes destaques deste carro é o ecrã de 15.4″ que encontramos no centro do tablier. Este é responsável por grande parte do controlo de funções, uma vez que além do habitual sistema de infoentretenimento permite abrir o porta-luvas, abrir a mala ou personalizar as opções de condução e assistência à condução.

Na frente do condutor temos um ecrã de pequenas dimensões que serve apenas para dar as informações essenciais. Velocidade em tempo real, indicação de potência/carga, indicadores de piscas e luzes, bateria e marcha selecionada (frente, marcha atrás, park).

Permite ainda regular os espelhos laterais e a posição do volante, ativar/desativar a condução One Pedal e o aviso sonoro de velocidade e mais algumas definições.
Pode ainda ativar a vista com o mapa para que possa acompanhar o GPS diretamente neste ecrã sem necessidade de olhar para o central. Esta vista apenas está disponível para o Google Maps.

Pode ainda ativar a vista de estrada, onde lhe é apresentada uma representação do seu carro, das vias e respetivas marcações e indicação dos restantes carros nas proximidades.
Temos também um Heads up display que indica a velocidade instantânea, avisos de sinais de trânsito e informações de navegação.

Outro ecrã que este carro inclui, e que é mais inesperado, é o retrovisor. No Polestar 4 não temos vidro traseiro, passando assim o retrovisor a ser um ecrã que apresenta imagens de uma câmara traseira.

Por fim, temos o ecrã no banco traseiro que permite controlar a climatização para trás, controlar a reprodução de música, ligar o aquecimento de bancos e regular a inclinação dos bancos das pontas. Este ecrã pode ser desativado no ecrã principal do carro.

Espelho retrovisor, sensores e câmaras de estacionamento
Uma das maiores adaptações que este carro obriga é, sem dúvida, o espelho retrovisor.
Em vez do tradicional espelho, o Polestar 4 inclui um ecrã que permite ver a imagem de uma câmara colocada na traseira do carro.

Esta opção deve-se à aposta da Polestar num design que reduz muito significativamente a área de visão no vidro de trás, tendo levado a que este seja anulado e obrigue a esta solução alternativa.
Embora pareça uma boa opção, a experiência é muito diferente de um espelho tradicional. Sendo uma câmara, a definição é sempre um pouco menor, algo que se nota especialmente à noite.

Em condução, a utilização deste retrovisor acaba por não ser problemática, com a experiência a ser idêntica ao retrovisor tradicional.

A diferença está nas manobras ou quando estamos parado. Como a câmara apresenta um zoom superior à vista natural, faz com que o espaço em redor aparente estar mais próximo do que realmente está.
Ou seja, quando estamos a estacionar, mesmo que estejamos ainda longe de uma parede ou portão, no retrovisor irá perecer que estamos bastante perto e não nos dará ângulo para perceber se podemos recuar mais ou não.


No trânsito também nos apercebemos desta vista aumentada, uma vez que quando estamos parados e temos um carro atrás de nós, acabamos por estar a ver a imagem centrada na pessoa dentro do carro e não a generalidade da frente do carro de trás como acontece nos retrovisores tradicionais.
Quando metemos o pisca para um dos lados sentimos também que a imagem pisca e surge mais esticada para o lado onde vamos virar. Esta é na verdade uma passagem de câmaras como acontece nos smartphones. Ao meter o pisca, a imagem passa da câmara principal para uma câmara grande angular com imagem ajustada ao lado para onde vamos.

No entanto, a câmara grande angular só é ativa neste momento, não sendo possível aceder de outra forma. Poderia ser útil dar para ativar a câmara grande angular em todo o tipo de manobras, permitindo aumentar a área de visualização.
A regulação deste espelho é feita de forma manual através dos botões físicos posicionados debaixo do espelho.

Se a câmara do retrovisor não é útil para manobras, as restantes câmaras e sensores estão cá para salvar o dia.
Além dos sensores de proximidade à frente e atrás, o Polestar 4 tira proveito de 8 câmaras para fazer uma monitorização 360º do carro.




No momento de estacionamento/manobra pode ativar qualquer uma das câmaras para facilitar a vista ou usar a vista superior 2D para saber exatamente o posicionamento do carro no espaço envolvente.

Pode ainda ativar uma vista 3D onde pode ver o posicionamento do carro no espaço e pode navegar em volta para perceber se está bem estacionado ou não.
Esta vista 3D é também ativa em condução em certas rotundas ou cruzamentos.

Chave e opção de chave digital
Para análise tivemos a chave secundária cujo visual não é tão elegante e não casa com o valor do carro. No entanto, apresenta a interessante característica de carregar sem fios, ou seja, basta colocar no carregador wireless para carregar a chave.
No entanto, a chave principal deste carro é um simples cartão que funciona com o sistema Keyless. Assim que se aproxima do carro este destranca e, assim que se aproxima das portas, os puxadores saem para fora.
Caso o carro não abra, o que aconteceu algumas vezes, basta encostar o cartão ou a chave à coluna entre a porta do condutor e a porta traseira, numa área identificada com um símbolo específico.
Caso pretenda, pode também criar uma chave digital. Atualmente é apenas compatível com o iPhone e com o Apple Watch, fazendo com que estes se comportem como a chave. Quando o carro os deteta, abre automaticamente.
Caso fique sem bateria, o NFC mantém-se em funcionamento durante algumas horas, bastando encostar o smartphone, mesmo sem bateria, à coluna do carro referida anteriormente.
O utilizador pode ainda partilhar a sua chave digital com outra pessoa, sendo esse acesso temporário.
Esta funcionalidade deverá chegar também aos smartphones Android este ano.
Android Automotive
Como já é habito nos Polestar, o sistema de infoentretenimento traz pré-instalado o Android Automotive, o sistema da Google para automóveis.

Em vez de ter de ligar o seu smartphone por Android Auto, o sistema Android já está integrado no carro onde pode ter a sua conta Google, instalar aplicações da Play Store e ter as aplicações já configuradas no automóvel como o Spotify e Waze.

A configuração da conta Google é bastante simples e basta ler um QR Code com o smartphone para que tudo seja configurado rápido e sem dificuldades.

O Google Maps é uma das aplicações que já vem instaladas e está totalmente integrada com o carro, permitindo projetar o mapa no ecrã do condutor ou prever a bateria gasta no percurso, indicando com grande nível de precisão qual a bateria restante ao chegar ao destino e se necessita de carregar pelo caminho.

Tem ainda a possibilidade de instalar jogos de forma a poder ter algum entretenimento enquanto está parado a aguardar o carregamento do carro ou à espera de alguém. Pode também instalar algumas aplicações de filmes e séries com o Prime Video.

Também poderá ter acesso ao navegador para consultar os seus websites favoritos.

De resto, tem acesso ao menu de configurações do automóvel onde encontra todas as opções de personalização do carro, incluindo opções como o abrir a mala do carro, abrir o porta luvas, entre outras integrações.









Condução
Em termos de condução, o Polestar 4 é irrepreensível. Em estrada sentimos sempre uma enorme segurança, quer vamos numa nacional a 50 ou numa autoestrada a 120 km/h.
Sendo um carro elétrico, a aceleração é sempre imediata, embora se note a diferença para o Polestar 2. Estamos perante um carro mais pesado e com menos cavalos, o que resulta num arranque ligeiramente mais lento de “apenas” 7.1 segundos.
De qualquer forma, o arranque é mais que suficiente para fazer rapidamente uma ultrapassagem ou quando nos queremos meter rapidamente à estrada.

Em curva, o carro segura-se bastante bem, mesmo quando a fazemos com a faca nos dentes, onde o carro se mantém sempre bastante preso à estrada.
Como velocidade máxima, este carro alcança muito facilmente os 200 km/h.
O Polestar 4 incluem os habituais sistemas de apoio à condução que ajudam o condutor a fazer um percurso mais seguro e correto.

No entanto, a tecnologia de manter dentro das linhas da estrada é excessivamente agressiva levando a que o carro por vezes faça algumas guinadas que não estamos à espera, especialmente em autoestrada, chegando até a ser seguro.
O nível de correção não é regulável, sendo a resistência do volante bastante elevada na maior parte dos casos.
Na versão que testámos não estava incluído a condução semiautónoma, uma tecnologia exclusiva do pack Pilot.
Para garantir a segurança da viagem, existe uma câmara apontada ao condutor para acompanhar sinais de cansaço e distração.

Autonomia e carregamento
O Polestar 4 integra uma enorme bateria de 100 kW, dos quais 94 Kw úteis.
Esta bateria permite uma autonomia até 620 Km que permite uma condução despreocupada.
Embora o carro seja grande e um pouco pesado, conseguimos obter consumos interessantes consoante o tipo de condução e tipo de estrada.
Com uma condução em nacional, sem grandes para e arranca e com algum cuidado nas acelerações, conseguimos obter um consumo de 12 kWh por 100 quilómetros, um valor bastante simpático que permitiria uma autonomia de mais de 750 km.

No entanto, com uma condução normal em nacional, com algum trânsito e sem grandes cuidados o consumo real deste carro ronda em torno dos 15 e os 17 kWh, perfazendo uma autonomia entre os 500 e os 620 km.

Numa condução em autoestrada o consumo já sobe para os 21 kWh o que permitiria uma autonomia de 450 quilómetros.

Estes foram os valores reais que conseguimos em condução com este carro e que mostram um resultado bastante bom e que torna as viagens bastante despreocupadas no que toca ao carregamento.
A viagem mais longa que fizemos foi entre Oiã (Aveiro) e Braga, onde ir e voltar totaliza cerca de 280 quilómetros. Neste percurso saímos com a bateria a 100% e chegamos a casa com 46% de bateria restante com um consumo a rondar os 21 kWh. A condução rondou os 120 km/h, por vezes um pouco mais, com ar condicionado ligado a viagem toda.
Já numa viagem entre Vila do Conde e Oiã (Aveiro), com cerca de 104 quilómetros, o Polestar 4 gastou cerca de 22% de bateria.
Carregamento
Quanto ao carregamento, o Polestar 4 pode ser carregado em AC até 22 kW e 150 kW em DC.
No carregamento em casa, numa tomada normal com 13A, conseguimos alcançar os 3 kWh de carregamento, fazendo com que o carregamento completo demore cerca de 33 horas.

Este parece ser um número grande de horas, mas estamos a falar numa bateria de grandes dimensões, onde um carregamento de uma noite (7 horas se considerarmos o bi-horário) permite carregar 21% da bateria, o suficiente para fazer cerca de 130 quilómetros.
Numa tomada doméstica pode ainda alterar a instalação para os 16A e debitar um pouco mais de potência ou instalar uma Wallbox com sistema trifásico para permitir um carregamento mais rápido.
Na rua, um carregamento rápido a 50W permite recuperar a bateria em 2 horas, enquanto a potência máxima suportada de 150W permite recuperar a bateria em cerca de 30/40 minutos.

Embora os tempos de carregamento possam parecer um pouco longos, não esquecer que a bateria completa permite andar entre 450 a 600 quilómetros, dependendo do tipo de percurso, um valor que a maior parte das pessoas não faz diariamente.
Uma carga completa pode assim dar para vários dias e permitir um carregamento lento durante a noite.
Opinião sobre o Polestar 4
O Polestar 4 é um carro bastante completo que conjuga um design irreverente e vistoso com uma boa quantidade de tecnologia e uma escolha de materiais premium.
Em termos de condução não há muito a dizer, com a estabilidade e segurança do carro a estarem asseguradas, assim como o conforto para grandes viagens.
A autonomia também não é problema, com a enorme bateria de 100 kW a permitir até 620 de quilómetros em condução de nacional com alguns cuidados ou cerca de 450 quilómetros em autoestrada.
A opção por um retrovisor com ecrã que projeta a imagem de uma câmara traseira é uma escolha arrojada que se torna no principal ponto de adaptação.

O Polestar 4 apresenta-se assim como um modelo vistoso, desportivo e bastante espaçoso que peca apenas no preço salgado.
Este carro começa nos 66 700€ para a versão Single Motor e 73 700€ na versão Dual Motor, ambas na versão base.
A opção por todos os extras atira o preço para os 80 200€ e 87 200€, respetivamente, um preço bastante elevado que é apenas justificado pela elevada qualidade de materiais e a muita tecnologia integrada neste carro.
O Techbit agradece à Polestar a cedência do Polestar 4 para análise.



