Depois do lançamento do Starlink, a União Europeia colocou mãos à obra para desenvolver a sua própria constelação de satélites.
A IRIS2 foi adjudicada à empresa espanhola SpaceRise e deverá estar pronta a operar em 2030.
União Europeia começou a construir a IRIS2, a sua alternativa à Starlink
Depois do lançamento e popularização do Starlink da SpaceX, a União Europeia procurou colocar mãos à obra para desenvolver a sua própria constelação de satélites de 290 satélites para criar um sistema de comunicações via satélite.
Nasceu assim o projeto IRIS2 cujo desenvolvimento deu agora um passo importante ao ser adjudicada a sua construção à empresa espanhola SpaceRice, um consórcio das empresas SES, Eutelsat e Hispasat.
E esta empresa irão somar-se também uma lista de outras empresas que irão também contribuir para este projeto: Thales Alenia Space, OHB, Airbus Defence and Space, Telespazio, Deutsche Telekom, Orange, Hisdesat e Thales SIX.
Este desenvolvimento irá representar um investimento de 6 mil milhões de euros, 60% pagos pela Comissão Europeia e 40% por privados, e que deverá estar em operação a partir de 2030. No entanto, os analistas apontam para uma derrapagem para os 10 mil milhões de euros no final do projeto.
A construção desta mega constelação de satélites servirá como alternativa à Starlink (como o Galileo é alternativa ao GPS) e permitirá entregar um serviço de comunicações seguro e resiliente para os utilizadores europeus.

No caso do IRIS2 irá contar com uma mistura de satélites de órbita baixa (LEO), órbita média (MEO) e órbita geoestacionária GEO para garantir uma cobertura integral com menos satélites, embora tenha uma maior latência que as soluções que apostam só numa órbita baixa.
O número de satélites será também muito inferior à concorrência já que o Starlink conta com 30 000 de órbita baixa, o Guowang , projeto chinês, com 13 000 e o Kuiper da Amazon tem permissão para lançar 3200 satélites.


