O engenheiro da Google Ray Kurzweil, que já adivinhou outras tendências anteriores, revelou que deveremos estar a 5 anos de ter a capacidade de nos tornarmos imortais.
Será que irá acertar novamente nesta previsão?
Ray Kurzweil prevê que em 5 anos teremos a capacidade de nos tornar imortais
Ray Kurzweil ficou conhecido no passado pelas previsões precisas e acertadas que realizou em diversos temas como a chegada do primeiro smartphone ou o despoletar da inteligência artificial.
O popular engenheiro da Google revelou agora uma nova previsão, onde revela que deveremos alcançar a capacidade de nos tornarmos imortais dentro de apenas 5 anos.

No seu livro The Singularity is Nearer, Kurzweil revelou que estamos perto de alcançar a singularidade tecnológica, um ponto onde os avanços em inteligência artificial, biotecnologia e nanomedicina irão permitir ultrapassar a nossa própria biologia.
- Vida prolongada graças à ciência – segundo este conceito, não estamos longe da chamada “taxa de fuga da longevidade”. Explicado de forma simples, os avanços médicos permitir-nos-ão ganhar um ano extra de vida por cada ano que vivermos.
- A fusão entre humanos e máquinas – parece algo saído de Black Mirror, mas permitirá usar implantes neuronais que nos deem novas habilidades e permitam armazenar memórias e consciência num servidor. Kurzweil acredita que isto acontecerá mais cedo ou mais tarde.
- Edição genética e medicina regenerativa – graças à edição de ADN e a terapias com células estaminais, será possível eliminar doenças relacionadas com o envelhecimento. Talvez até reverter o próprio envelhecimento.

Mas será a imortalidade algo que queiramos alcançar?
Embora seja um desejo bastante antigo do Ser Humano, a verdade é que a imortalidade poderá trazer mais problemas do que benefícios.
Começamos pela sobrepopulação. Se as pessoas deixarem de morrer e continuarem a reproduzir-se, rapidamente teremos a graves problemas de espaço e recursos.
Depois, temos a questão da acessibilidade desta tecnologia. Tendo em conta o alto valor que deverá implicar, apenas os mais ricos teriam direito a “viver para sempre”.
Por último, vários críticos levantam a questão se o facto da nossa consciência ser carregada para a nuvem ou para um servidor se nos mantém humanos e se esta é uma imortalidade real.
Este é um tema que para muitos parece algo longínquo, mas que a evolução exponencial da tecnologia e da inteligência artificial poderá acelerar e tornar realidade mais cedo do que se pensa ser possível.
Imagem: Jay Dixit



