Para assinalar o Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Ciberbullying, promovido pela UNESCO a 5 de novembro sob o lema “A segurança e o bem-estar de todos os estudantes: da promessa à prática”, a SPC divulgou um conjunto de recomendações focadas nas famílias que se preparam para entregar o primeiro telemóvel aos filhos.
Mais do que gerir o tempo de ecrã ou o acesso às redes sociais, a SPC destaca que a chegada do primeiro equipamento representa o início da convivência digital.
A entrada no mundo das mensagens, grupos de conversa e partilha de fotografias traz consigo o risco de ciberbullying, tornando essencial educar para a responsabilidade, o respeito e a reação adequada quando algo corre mal online.
Cinco passos para uma experiência digital segura segundo a SPC
Para ajudar os pais a promoverem uma relação saudável com a tecnologia e a definirem compromissos claros antes da entrega do primeiro smartphone (como não partilhar fotografias de colegas ou não participar em mensagens ofensivas), a SPC destaca cinco pilares fundamentais:
- Introduzir a tecnologia de forma progressiva: Adaptar o acesso à idade da criança, começando por utilizações específicas (como ouvir música, aprender ou falar com a família) antes de expor os mais novos a todas as funcionalidades e ambientes digitais mais complexos;
- Privilegiar espaços de comunicação de confiança: A SPC indica que os pais devem garantir que as primeiras interações acontecem em ambientes restritos e privados, exclusivamente com familiares e contactos previamente autorizados, antes da transição para plataformas abertas ou redes sociais;

- Estabelecer acordos familiares em vez de meras restrições: Definir em conjunto os tempos de uso, aplicações permitidas e regras de comportamento. Estes acordos ajudam a criança a compreender o sentido dos limites, devem envolver compromissos por parte dos adultos e ser revistos ao longo do crescimento;
- Acompanhar a autonomia sem vigilância constante: A SPC recomenda que os pais devem utilizar ferramentas de acompanhamento familiar para ajustar os limites do dispositivo à maturidade da criança, fazendo evoluir a supervisão gradualmente para uma relação baseada na confiança e responsabilidade;
- Promover uma comunicação aberta: Falar com naturalidade sobre o que se passa na internet e ensinar a identificar comportamentos ofensivos. É fundamental que os mais novos saibam que podem pedir ajuda a um adulto sem o receio de perderem automaticamente o acesso ao telemóvel ou ao tablet por partilharem uma experiência negativa.

Para apoiar as famílias na aplicação prática destes princípios, a SPC disponibiliza o Compromisso Digital Familiar por Idades, um guia prático desenhado para ajudar pais e filhos a estabelecerem acordos de utilização tecnológica ajustados a cada etapa de maturidade.
No campo do hardware, esta abordagem reflete-se nos dispositivos evolutivos SPC WUUM ONE e SPC WUUM TAB
Através da integração com a aplicação de acompanhamento familiar SPC Circles, estes equipamentos permitem criar círculos de comunicação seguros (restritos a contactos validados pelos pais) e desbloquear novas funcionalidades de forma progressiva, acompanhando o crescimento e a autonomia da criança.


