Já analisámos anteriormente o Polestar 2 Long range Single Motor e o Polestar 2 Long Rang Dual Motor Performance, um carro que nos surpreendeu tanto pela sua qualidade de materiais como pelo conforto e experiência de condução.
Para 2026, a marca sueca decidiu estrear uma nova versão onde inclui pequenas, mas importantes alterações.
Já tivemos a oportunidade de testar o novo Polestar 2 MY26 e partilhamos agora a nossa análise e opinião.

Polestar 2 MY26 Review – A mesma experiência de condução, agora com mais extras de base
O Polestar 2 MY 2026 foi lançado em abril de 2025 em Portugal e chegou com um conjunto de atualizações focadas na tecnologia, no conforto e na personalização.
A principal novidade é a integração de um processador Qualcomm Snapdragon mais rápido que melhora significativamente a fluidez e a capacidade de resposta do sistema de infoentretenimento, tornando a utilização diária mais intuitiva e agradável.

Entre os destaques tecnológicos surge também a possibilidade de equipar o modelo com um sistema de som premium Bowers & Wilkins, composto por 14 altifalantes e uma potência total de 1350 W, pensado para oferecer uma experiência sonora de elevada qualidade dentro do habitáculo.
No capítulo estético, o Polestar 2 recebeu a nova cor exterior Dune, um tom claro com acabamento metálico e subtom arenoso, que substitui a anterior Jupiter.
A versão Performance passa ainda a contar com novas jantes forjadas de 20 polegadas, descritas pela marca como as mais leves alguma vez utilizadas neste modelo, contribuindo também para uma melhoria dinâmica.
A gama é reforçada com o Prime Pack, um opcional que reúne os pacotes Pilot, Plus e Climate, incluindo novos materiais como o revestimento MicroTech bio-atribuído em Charcoal. Como complemento, passam a estar disponíveis vidros escurecidos nas portas traseiras, aumentando o conforto e a privacidade.
O Polestar 2 MY 2026 pode ser configurado online em Portugal, com preços a partir dos 49 990 euros, mantendo-se como uma proposta elétrica premium focada no design, na tecnologia e na sustentabilidade.

Visual exterior com pequenas melhorias
A nova versão do Polestar 2 trouxe poucas, mas interessantes mudanças estéticas para este modelo.
Uma das novidades é a nova grelha, que passa de um visual estruturado, estilo tablete de chocolate, para uma grelha lisa e mais elegante.

Esta mudança já apareceu, na verdade, na versão MY25, mas passa agora a ser oficial para todas as versões.
Além desta alteração, foi também feita uma pequena mexida nos faróis, para alcançar uma simetria horizontal, e os vidros traseiros são agora escurecidos.

Estas pequenas alterações reforçam o visual elegante do Polestar 2 que, embora não tenha um design disruptivo, continua a destacar-se na estrada.

Passando para o interior, as alterações também não foram estruturantes, sendo a grande novidade a incorporação do sistema de som Bowers & Wilkins para oferecer um som de qualidade para todos os ocupantes.
Embora as mexidas sejam poucas, o Polestar 2 MY26 mantém um visual minimalista e elegante, com utilização de materiais de qualidade no tablier e portas com imitação de madeira e utilização de couro.
Os bancos mantém-se também bastante confortáveis e com a possibilidade de serem aquecidos ou ventilados.
Embora o lugar do condutor continue a não ser o mais espaçoso, tanto o lugar do passageiro como os lugares atrás são bastante espaçosos e permitem uma viagem confortável e relaxada, sendo os bancos traseiros também aquecidos.

No banco de trás, apanhámos um susto porque o puxador está facilmente acessível ao meu filho de 2 anos, algo que se resolve facilmente com a possibilidade de bloquear a abertura do vidro e da porta eletronicamente na porta do condutor.

A mala conta com uma boa quantidade de espaço para arrumação, sendo suficiente para levar todos os pertences de uma família.

Na frente, no lugar do motor, temos também uma pequena arrumação para guardar o triângulo, cabos de carregamento e outro tipo de objetos mais pequenos.

Gosto sempre dos pequenos detalhes que encontramos neste carro, como é o caso da projeção do símbolo da marca no tejadilho, representando a estrela do norte, especialmente visível durante a noite.

Sistema Android Automotive
O Polestar 2 MY26 mantém a aposta no Android Automotive como sistema principal do carro, permitindo tirar maior proveito do infoentretenimento do carro sem ter de ligar o seu smartphone.
Além do Google Maps, que já vem de origem, pode usar a Play Store para descarregar o Waze ou outras aplicações de mapas.

Usando a loja de aplicações da Google pode ainda instalar uma grande quantidade de aplicações, como o Google Chrome para navegar na internet, Spotify para ouvir as suas playlists ou mesmo o Prime Video para ver filmes e séries enquanto carrega o carro.

Todas estas apps correm diretamente no carro, usando o plano de dados do Polestar 2, sendo totalmente independente do smartphone.
Um pormenor interessante é o facto de já ser possível integrar o Waze no ecrã do condutor, algo que só era possível antes com o Google Maps. No entanto, mostra apenas o percurso, enquanto os alertas continuam a aparecer apenas no ecrã principal do carro.

Se mesmo assim quiser projetar o seu smartphone no carro, esta nova versão conta com Apple CarPlay e Android Auto.
Infelizmente, o Android Auto é apenas por cabo, ficando a opção sem fios de fora, algo incomum para um carro recente deste segmento.

Em termos de som, o modelo de análise contava com som Harman/Kardon, presente de base neste carro. A experiência de som é bastante boa, fazendo a delícia dos amantes de música que terão dificuldade em não aumentar o volume.
Mesmo com o som mais lato não se nota distorção, o som é bastante equilibrado e o grave está bastante presente, sentindo-se muito bem a batida.
As colunas Bowers & Wilkins são um extra valorizado em 2000€ que prometem oferecer uma experiência de áudio ainda melhor.
Tecnologias de apoio ao condutor
Embora não seja o carro que tenha todas as últimas novidades em tecnologia, o Polestar 2 MY26 conta com as ferramentas essenciais para ajudar o condutor.

Falamos, por exemplo, da manutenção dentro das faixas, aviso de colisão, cruise control adaptativo, alertas de cansaço, câmaras 360º ou limpa vidros, luzes e máximos automáticos.
Nos espelhos, temos também o habitual aviso de ângulo morto.

Experiência de condução
Uma das grandes mudanças no MY26 está mesmo relacionado com a experiência de condução. A Polestar decidiu fazer a vontade a muitos dos seus fãs e passou a tração para trás no MY24, adotando assim a estratégia das grandes marcas desportivas.
Em termos de condução, não há muito a dizer sobre este carro. É bastante estável, transmitindo uma boa sensação de segurança, mesmo em velocidades mais altas.

No período que tivemos este carro tivemos de lidar com muita chuva e as estradas bem húmidas, sem que nunca tenhamos sentido o carro a ceder ou facilitar o mínimo que fosse.
A condução deste carro é um pouco mais desportiva e direta quando comparado, por exemplo ao Polestar 4, permitindo sentir mais a estrada e usufruir um pouco mais das curvas.
O Polestar 2 é claramente “mais divertido” de conduzir, enquanto o Polestar 4 oferece o máximo conforto e segurança, ideal para grandes viagens.

Em termos de aceleração, contámos com 299 CV com um binário de 490 Nm que garantem que este carro está sempre pronto a fazer ultrapassagens ou acelerações mais repentinas.
A direção é bastante responsiva e conseguimos, neste carro, uma verdadeira condução de One Pedal, muito superior ao que encontramos noutros carros. Ao tirar o pé do acelerador notamos claramente o carro a reduzir a velocidade, sendo muito poucas as vezes em que tive de usar realmente o pedal do travão.
Em análise tivemos a versão Long Range Single motor com bateria de 82 Kw. Está ainda disponível a versão Standard range Single Motor que oferece 272 CV com 490 Nm e bateria de 70 kW.
Consumos, autonomia e carregamento
Na versão em análise, a Long Range Single Motor, o Polestar 2 integra uma bateria de 82 kW, prometendo 659 quilómetros de autonomia.
Quando o recebemos, marcava uma média de 17.2 kWh/100km registados em 5165 quilómetros de viagem com velocidade média de 57 km/h, fazendo com que a autonomia real rondasse os 480 quilómetros.

Na nossa condução, começamos por uma viagem Vila do Conde para Aveiro, através de autoestrada. Com uma velocidade média de 89 km/h e uma distância de 101.5 quilómetros registei um consumo de 20.8 kWh/100km, um valor bastante interessante para autoestrada com condução entre os 120 e os 130 km/h, ar condicionado no quente e com alguma chuva e vento no exterior a criar resistência. Olhando a estes valores e a uma condução a 95% em autoestrada, a autonomia seria cerce de 400 quilómetros.

Em condução de urbana registámos valores entre os 15.7 kWh/100km e os 18.7 kWh/100km, colocando a autonomia entre os 522 quilómetros e os 440 quilómetros.

Ao entregar o carro, a média dos quilómetros percorridos já registava 16.8 kWh/100 quilómetros.

Tendo em conta que durante o inverno os gastos com aquecimento são sempre maiores e a bateria sofre um pouco com o frio, é bem provável que, no verão, a autonomia em condução urbana e com algum cuidado consiga atingir perto dos 659 quilómetros prometidos pela marca.

Quanto ao carregamento, o Polestar 2 MY26 suporta carregamento rápido até 205 kW (180 kW na versão Standard Range Single Motor) permitindo realizar um carregamento rápido.
A marca anuncia a possibilidade do carregamento de 10 a 80% em 28 minutos na potência máxima.
Já na nossa experiência, carregámos, por exemplo, dos 21% aos 71% em cerca de 32 minutos num posto de carregamento rápido a 90 kW.

Opinião sobre o Polestar 2 MY26
Se o Polestar 2 já era um carro que me conquistou quando o testámos pela primeira vez, estas pequenas (grandes) mudanças ainda o tornam melhor.
A nova grelha (que já exisita no MY25), os vidros escurecidos, o som premium Bowers & Wilkins marcam o salto geracional e o salto qualitativo, enquanto a tração traseira o cola aos modelos das marcas premium.

De resto, os materiais e construção continuam de excelência, o sistema é útil e estável e as autonomias não desiludem.
Se estivesse à procura de um elétrico, este seria claramente um dos modelos para o qual iria olhar.

Quanto ao preço, a versão base está disponível por 49 900€, estando em vigor um pacote de desconto para os 43 900€.
Já a versão em análise, a Long Range Single Motor, custa 53 400€, podendo usufruir da mesma campanha para comprar por 47 400€.
O Techbit agradece à Polestar a cedência do Polestar 2 MY26 para análise.



