A União Europeia reconheceu que está atualmente atrasada na inteligência artificial e está a tentar acelerar o seu desenvolvimento na Europa.
Para isso lançou agora o “Continente IA“, um novo plano de investimento e simplificação de regulamentação sobre esta tecnologia.
União Europeia vai simplificar regulamentos e investir fortemente na Inteligência artificial
A Comissão Europeia apresentou recentemente o plano “Continente IA”, uma nova estratégia para impulsionar a inovação e o desenvolvimento da inteligência artificial na União Europeia.
Esta iniciativa surge como resposta ao reconhecimento de que a Europa está a ficar para trás nesta corrida tecnológica, em parte devido à rigidez e complexidade da atual Lei da IA, que, embora necessária, tem sido criticada por travar o crescimento de startups e projetos inovadores.
Com este novo plano, a UE pretende simplificar o regulamento existente e criar um serviço de apoio para ajudar empresas a cumprir com as normas, facilitando a adoção de soluções baseadas em IA.
A estratégia inclui ainda um grande investimento em infraestruturas, com destaque para a iniciativa InvestAI, que prevê mobilizar 20 mil milhões de euros para triplicar a capacidade dos centros de dados europeus nos próximos cinco a sete anos.

Este reforço permitirá criar verdadeiras “gigafábricas de IA”, essenciais para dar resposta às exigências tecnológicas atuais e futuras.
A adoção de inteligência artificial no tecido empresarial europeu continua baixa, com apenas 13,5% das empresas a utilizar atualmente estas tecnologias.
Para inverter esta tendência, o plano inclui a criação de laboratórios de dados de alta qualidade, incentivos para a contratação de talento internacional e programas de bolsas e formação na área da IA.
No entanto, muitos analistas alertam que a solução não passa apenas pela criação de uma “IA europeia”, mas sim pelo apoio real e direto às startups locais, com menos burocracia, mais visibilidade e maior liberdade para inovar.
Especialistas como Aravind Srinivas, CEO da Perplexity, ou Joaquín Cuenca, fundador da Freepik, destacam que a Europa precisa de criar um ecossistema mais otimista e dinâmico, onde o foco esteja em atrair investimento e lançar produtos competitivos no mercado global. Até agora, o excesso de regulação tem impedido que este entusiasmo floresça.


