Nova campanha de phishing imita SharePoint e atinge mais de 6 mil empresas

A Check Point Research detetou uma vaga de ataques de phishing que utiliza notificações falsas de serviços de assinatura digital e reescrita de links de segurança para roubar credenciais.

Nas últimas duas semanas, circularam mais de 40 mil emails fraudulentos com o intuito de realizarem um ataque de phishing bem sucedido, segundo avança a Check Point.

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Nova campanha de phishing de larga escala

Uma nova campanha de phishing de larga escala está a afetar o tecido empresarial global, utilizando notificações falsas do Microsoft SharePoint e de aplicações de assinatura eletrónica para enganar os utilizadores.

O alerta parte da Check Point Research (CPR), que identificou o envio de mais de 40 mil emails maliciosos nas últimas duas semanas, visando cerca de 6.100 empresas.

O objetivo dos atacantes é levarem os colaboradores a clicarem em links que parecem legítimos, expondo assim as credenciais de acesso. A campanha destaca-se pelo realismo das mensagens, que replicam elementos visuais de comunicações financeiras e de partilha de documentos, utilizando botões de ação como “Review Document” (Rever Documento) e remetentes que imitam padrões oficiais como “via SharePoint” ou “eSign”.

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Segundo a análise da tecnológica de cibersegurança, os criminosos estão a utilizar técnicas avançadas para aumentar a credibilidade dos ataques. Uma das estratégias passa pelo abuso do mecanismo de reescrita de URLs de serviços de segurança, como o Mimecast (Secure Link).

Ao encaminhar o utilizador através de um domínio de confiança, os atacantes conseguem reduzir as suspeitas e aumentar as probabilidades de contornar os filtros automáticos de segurança.

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Foi ainda detetada uma variante de menor dimensão que simula notificações do DocuSign. Neste caso, os links passam por URLs do Bitdefender GravityZone e utilizam tracking do Intercom para ocultar o destino final do tráfego, complicando a deteção da ameaça.

A campanha de phishing tem um alcance global, com maior incidência nos Estados Unidos, mas afetando significativamente a Europa, Canadá e a região da Ásia-Pacífico. Os setores mais visados são a consultoria, a tecnologia e a construção/imobiliário, áreas onde a troca frequente de documentos digitais cria o contexto ideal para este tipo de isco.

Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies para Portugal, sublinha o perigo desta sofisticação para as empresas nacionais. “Esta campanha mostra como os atacantes estão a sofisticar as técnicas de engenharia social, explorando ferramentas legítimas e identidades digitais familiares”, explica o responsável.

“Em Portugal, onde a digitalização acelerou a troca de documentos e aprovações à distância, é essencial reforçar a proteção do email [e] validar sempre o remetente”, alerta Rui Duro, lembrando que muitas vezes “um único clique basta para comprometer uma organização”.

A recomendação dos especialistas passa por evitar clicar diretamente nos links das mensagens, optando por aceder às plataformas oficiais através do navegador para confirmar a existência dos documentos pendentes.

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