Mais de metade dos europeus admite espreitar para os telemóveis alheios

Um novo estudo partilhado pela Samsung revela que a privacidade nos espaços públicos europeus está cada vez mais comprometida, transformando os ecrãs dos telemóveis em autênticas montras partilhadas.

Segundo os dados recolhidos, 56% dos europeus inquiridos admitem já ter olhado acidentalmente para o ecrã do smartphone de um desconhecido. O cenário mais comum para estes olhares são os transportes públicos, apontados por 57% dos inquiridos.

Transportes públicos
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A privacidade não é muita para os europeus

A pesquisa, que envolveu 11 mil utilizadores europeus, destaca que 24% acaba por espreitar para o ecrã de outra pessoa que não conhece motivado por pura curiosidade.

Durante estes episódios, as pessoas repletas de curiosidade acabam por visualizar uma vasta variedade de informações altamente pessoais. Um terço (33%) dos europeus afirma mesmo ter visto conteúdos privados no ecrã de estranhos.

chatgpt pessoa smartphone europeus

Entre os conteúdos mais expostos aos olhares alheios destacam-se:

  • Fotografias pessoais (38%)
  • O rosto de outras pessoas em videochamadas (32%)
  • Mensagens íntimas, como as enviadas a parceiros (29%)
  • Notificações e perfis de redes sociais (27%)
  • Informação bancária e saldos de contas (11%)

Apesar da maioria destas situações ser involuntária, criando o que o estudo designa por um «público acidental» gerado por pessoas que simplesmente olham em redor, as reações dividem-se.

Enquanto 28% dos europeus inquiridos ignoram e 27% desviam o olhar de imediato, cerca de 7% confessam continuar a olhar de forma discreta.

Os dados expõem uma clara discrepância entre a perceção de segurança e a realidade: 48% dos utilizadores acreditam que usam o telemóvel de forma privada, mas 52% reconhecem que é fácil ver os ecrãs das outras pessoas.

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Samsung Galaxy S26 Ultra

Quase metade (49%) dos europeus inquiridos já teve a sensação de ter alguém a observar o ecrã do smartphone num espaço público.

Este receio constante está a moldar o comportamento dos consumidores. Para se protegerem, 42% das pessoas acabam mesmo por deixar de usar o dispositivo quando sentem que estão a ser observadas.

O medo leva ainda muitos a evitar aceder a operações bancárias (62%), a introduzir códigos de acesso (49%) ou a ler mensagens privadas (43%) quando rodeados de outras pessoas. Curiosamente, apenas 10% dos inquiridos afirmam ter coragem para confrontar o “espião”.

Face a esta crescente preocupação com a proteção de dados , a indústria tecnológica tem procurado soluções para devolver o controlo aos utilizadores. A divulgação deste estudo da Samsung coincide com o lançamento do novo Galaxy S26 Ultra, que chega ao mercado equipado com um Filtro de Privacidade integrado no ecrã.

Esta tecnologia baseada em hardware limita a visão lateral, garantindo que o conteúdo se mantém protegido e visível apenas para quem está diretamente de frente para o equipamento.

‘’O smartphone é um dos objetos mais pessoais que possuímos, pois contém as nossas fotografias, dados bancários, mensagens e muito mais. Foi por isso que incorporámos o ecrã com Filtro de Privacidade no Galaxy S26 Ultra, para que o que está no seu ecrã continue a ser só seu.’’

Bernardo Cunha, Head of Strategy and Product Marketing de Mobile da Samsung Portugal

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