A tecnológica Eurotux, sediada em Braga, anunciou o lançamento do “eˣ – AI transformation by Eurotux”.
Este novo serviço da Eurotux destina-se principalmente a médias empresas e propõe uma transformação operacional através da combinação de inteligência artificial com a análise de processos, num formato intensivo de duas semanas.
eˣ junta humanos e IA para criar um plano faseado
A Eurotux alerta para a evolução exponencial da IA e que esta significa que as organizações correm o risco de perder competitividade numa questão de meses se não acompanharem esta aceleração.
A metodologia do eˣ assenta na colaboração de uma equipa dedicada que junta especialistas humanos e um agente de IA para realizar um diagnóstico e propor um plano faseado.
Durante a primeira semana, esta equipa foca-se na identificação do desafio, absorvendo toda a documentação interna e conduzindo entrevistas com os responsáveis de cada área. Estas sessões assumem um caráter inovador ao serem co-conduzidas em tempo real: enquanto o especialista humano avalia aspetos comportamentais, como a cultura organizacional e potenciais resistências, o agente de IA transcreve as conversas, cruza a nova informação com a documentação prévia e sugere imediatamente perguntas complementares caso detete contradições ou lacunas.

Na semana seguinte, a equipa categoriza todas as funções da empresa (definindo o que deve ser automatizado, potenciado por IA ou mantido como trabalho exclusivamente humano) e avança de imediato para a implementação de três a cinco ganhos rápidos (“quick wins”) operacionais e de um a dois protótipos funcionais.
Um exemplo prático avançado pela Eurotux é a ligação da IA aos sistemas existentes, como o ERP, o CRM ou a gestão documental, permitindo que relatórios complexos cruzados, que habitualmente exigiriam horas de trabalho manual, sejam gerados em segundos.
A segurança é apontada como um dos pilares centrais e diferenciadores da nova oferta, materializada numa camada proprietária de “anonimização por desenho”. Este mecanismo garante que nenhum dado sensível abandona o perímetro da organização, mesmo durante a utilização de modelos de IA externos.

Na prática, a tecnologia interceta a informação e substitui dados críticos (nomes, números de identificação fiscal, valores financeiros ou informações de clientes) por “tokens” opacos antes de os enviar para a cloud, reconstituindo depois as respostas localmente.
Como a tabela de correspondência nunca sai do cliente, os dados permanecem ilegíveis mesmo no caso de uma quebra de segurança do fornecedor externo.
Para cenários de informação classificada como altamente sensível, o eˣ permite ainda que o processamento decorra de forma totalmente isolada, em modelos de IA locais instalados na infraestrutura da própria empresa.
No final das duas semanas, o cliente recebe um plano estratégico completo dividido em três eixos: o diagnóstico do estado atual, a implementação dos primeiros protótipos e um “roadmap” de transformação para os próximos três, seis e doze meses, que inclui ainda uma análise de retorno do investimento e um plano de gestão de mudança.
“Em 26 anos de atividade, acompanhámos centenas de empresas na modernização da sua infraestrutura tecnológica. O eˣ é a evolução natural desse trabalho: aplicar inteligência artificial com o mesmo rigor e segurança que sempre trouxemos à infraestrutura, mas com resultados visíveis em dias, não em meses. O nome não é acidental a IA avança de forma exponencial, e as empresas precisam de acompanhar esse ritmo”
António Coutinho, CEO da Eurotux

