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The Last of Us parte II: o forte candidato a jogo do ano (primeiras impressões)

Após sete anos de espera, foi enfim lançada a continuação do tão amado The Last of Us.

Depois do sucesso do primeiro jogo da série, e embora se tenham dividido opiniões sobre dar-se seguimento à história, a partir do momento em que tal foi anunciado não passou indiferente, e a ansiedade e expectativas para o sucessor do êxito de 2013 começaram a aumentar. No final, a Naughty Dog não desiludiu, tendo-nos entregue uma obra-prima.

The Last of Us parte II apresenta-se perante nós como um jogo à altura daquilo que se esperava do mesmo, e faz jus ao papel de sucessor do primeiro jogo da franquia.

the last of us part 2
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Uma história emocionante e forte

Em termos de história (o que não posso aprofundar muito para não entregar spoilers, e porque ainda não cheguei ao fim da mesma), este, à semelhança do seu antecessor, possui uma que nos liga aos seus personagens, provocando-nos os mais diversos sentimentos ao longo da mesma.

Neste caso em específico, até por se tratar de um enredo onde Ellie parte para uma nova aventura movida pela sede de vingança, representa uma história forte. A produtora norte-americana não teve medo de inserir também na mesma temas que atraem sempre polémica, como é o caso, por exemplo, de homossexualidade e das relações da personagem.

Grafismo detalhado e realista

Falando em polémica, passemos a outro aspeto que muito a despertou durante o período de espera do lançamento do jogo: o aspeto gráfico.

The Last of Us parte II é um jogo extremamente bem feito e detalhado, onde se pode constatar que todo o tempo de desenvolvimento do mesmo compensou, pois permitiu que chegasse ao mercado desta forma incrível, o que contrasta com outros títulos, ou porque não usufruem do tempo de desenvolvimento dos seus jogos, ou porque prescindem do mesmo para puderem fazer o lançamento e colocarem os jogos no mercado mais cedo, entregando um produto defeituoso.

the last of us part 2

Neste aspeto, nada de novo para a Naughty Dog (que devido à pandemia de Covid-19, adiou o lançamento do The Last of Us Parte 2 num período de quase um mês), que pode demorar a lançar os seus jogos, mas quando o faz, saem excelentes. Com este jogo, fomos premiados com gráficos lindíssimos e pormenorizados.

Nele estão presentes aspetos como a beleza dos cenários e cutscenes, que nos fazem parecer que estamos a ver um filme, os detalhes em ações como passar junto a uma árvore, coberta de neve, e fazer com que esta caia da mesma, partir realisticamente o gelo fino sobre a água ao cavalgar sobre a mesma, a forma como elementos como sangue ou neve ficam na roupa das personagens após estas estarem em contacto com as mesmas, as expressões faciais, que foram captadas e nos são apresentadas de forma exímia, sendo das melhores no mundo dos jogos até à atualidade.

the last of uss parte 2 primeiras impressões

E chegando agora à parte polémica, e uma vez que o The Last of Us Parte 2 se trata de um jogo de ação num mundo pós-apocalítico, com o nível de detalhe já referido, era impossível não existir. As partes de violência do jogo são igualmente bem apresentadas. Aspetos como golpes nos pescoços (como facadas ou estrangulamentos) são bem representados, quer no momento das ações, quer depois nos cadáveres.

Os golpes corpo a corpo e os diferentes tipos de tiros (dependendo quer dos locais onde os mesmos são dados e das armas) são igualmente bem visíveis nos corpos, assim como o sangue a sair do interior dos mesmos no local do impacto. Destacamos também a reação das personagens ao receber os vários tipos de dano, o facto de os inimigos terem cães que sentem rastos e nos atacam (pelo que temos de os matar), os carregamento das armas, a recolha de itens, entre outros aspetos.

the last of us parte II

Jogabilidade mais dinâmico e realista

Em termos de jogabilidade, o The Last of Us Parte 2 foi melhorado em relação ao primeiro jogo. Agora termos a possibilidade de saltar, deitar e rastejar, o que nos permite esconder por debaixo de camiões, por exemplo, assim como de nos desviarmos em combate corpo a corpo, o que o torna mais realista e dinâmico. Também observámos melhoramentos quer de habilidades da Ellie, quer das armas, sendo que este último é também retratado com muito realismo e detalhe.

Outro aspeto positivo, trata-se da inteligência artificial, quer por parte dos aliados que nos estejam a acompanhar, quer dos inimigos. No primeiro caso, neste jogo, os nossos aliados não são apenas “fardos” que por vezes tiram realismo ao jogo, e até atrapalham mais do que ajudam. Os mesmos realizam ações como informarmo-nos da posição de vários inimigos, dar um verdadeiro contributo em combate e, por exemplo, em situações de stealth onde estão presentes dois inimigos, ao executarmos um deles, a personagem que nos acompanha elimina o outro sem que tenhamos de fazer nada.

the last of us parte 2 primeiras impressões 4

No segundo caso, também estes estão mais inteligentes, pois, por norma, estão mais atentos e alerta nas patrulhas. Caso estejam a falar com um companheiro que entretanto executemos, estes vão aperceber-se que algo aconteceu, dando o alerta, mas referindo-se ao personagem morto pelo nome.

Assim, The Last of Us 2 apresenta-se perante o público como uma verdadeira obra-prima, acompanhada por uma banda sonora lindíssima. É, no entanto, um jogo forte, pelo que é sugerido para maiores de idade, e compreende-se o porquê.

O mundo dos videojogos tem de evoluir, e são títulos como The Last os Us e empresas como a fabricante do mesmo que contribuem para esse progresso, de tal forma, que apaixona pessoas de todas as partes do mundo.

The Last of Us Parte 2 é, sem dúvida, um forte candidato a jogo do ano de 2020. Resta-nos esperar por dezembro, quando veremos que videojogo recebe o título.

Autor: Rodrigo Filipe

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