A Microsoft anunciou uma app nativa do CoPilot para o Windows 11, no entanto, tudo aponta para que não seja verdade.
A nova app poderá afinal ser uma WebView com um consumo de RAM que poderá chegar a 1 GB.
Microsoft diz que app CoPilot do Windows 11 é nativa, mas afinal é uma WebView que usa 1 GB de RAM
A Microsoft anunciou mais uma nova versão do Copilot para o Windows 11, que chega como a quarta geração desta ferramenta.
O destaque, segundo a própria empresa, é que esta versão é “nativa”. A mudança consiste em substituir a aplicação baseada em Progressive Web App (PWA) por uma versão supostamente mais integrada no sistema.
A menção à palavra “nativa” despertou interesse, principalmente porque a Microsoft tem vindo a abandonar várias aplicações nativas, como o Outlook clássico e o Mail & Calendar, substituindo-as por versões baseadas na web.
A ideia de um Copilot totalmente nativo no Windows 11 parecia promissora, mas será que isso realmente corresponde à realidade?

A Promessa de um Copilot Nativo
Segundo o anúncio no blog oficial da Microsoft, o novo Copilot seria completamente nativo, com mudanças significativas.
A empresa destacou que, após a atualização, o Copilot passaria a aparecer diretamente na barra de ferramentas do sistema, sinalizando maior integração com o Windows.
Contudo, uma análise prática desta versão revela uma história diferente.
Apesar do entusiasmo inicial, testes realizados mostram que a nova aplicação Copilot continua a ser, em grande parte, baseada na web.
O aspeto “nativo” parece limitado ao título da janela, enquanto a interface de conversação e outras funcionalidades continuam a depender do WebView, uma tecnologia que essencialmente incorpora páginas web dentro de uma aplicação.
Na prática, o novo Copilot é cerca de 95% idêntico à versão anterior, com poucas ou nenhumas melhorias em termos de funcionalidade ou desempenho.
Para os utilizadores que esperavam uma experiência verdadeiramente nativa, a atualização pode ser uma desilusão.
Surpreendentemente, esta nova versão pode até ser considerada inferior a um PWA, que, por definição, é leve e flexível. A implementação atual, apesar de se denominar “nativa”, não oferece melhorias notáveis em termos de integração ou desempenho que justifiquem o abandono do formato anterior.
Segundo testes da Windowslatest, esta app pode atingir um pico de consumo entre 1 e 1.5 GB de RAM, com a média a rondar os 500 mb.


