A Check Point Research, unidade de inteligência de ameaças da Check Point Software, emitiu um alerta de cibersegurança urgente às empresas para a necessidade de repensar as arquiteturas de segurança.
O aviso surge na sequência das conclusões do relatório “Verizon Mobile Security Index 2025” , que confirma um aumento exponencial dos riscos associados a dispositivos móveis e ao uso de Inteligência Artificial (IA) dentro do cenário da cibersegurança.
Empresas devem ter mais atenção à cibersegurança no que diz respeito aos dispositivos móveis e aos potênciais da IA
O relatório da Verizon não deixou grande espaço para dúvidas, indicando que 85% das organizações inquiridas relataram um aumento nos ataques a dispositivos móveis. Paralelamente, 34% admite recear que o avanço das ameaças potenciadas por IA agrave significativamente a exposição das organizações ao risco.
A dimensão do problema é sublinhada pelo facto de mais de 60% de todo o tráfego global de Internet em 2024 ter sido originado através de dispositivos móveis, tornando estes equipamentos em alvos prioritários.

A crescente adoção de modelos de trabalho híbrido e remoto, aliada à dependência de conectividade permanente, está a ampliar a superfície de ataque das empresas, o que se tem vindo a tornar um problema para a cibersegurança das empresas.
“Vivemos num ecossistema digital onde a mobilidade é essencial para o negócio — mas também é o elo mais vulnerável. Os atacantes estão a explorar a IA generativa para criar campanhas de phishing mais convincentes, automatizar cadeias de ataque e operar à velocidade da máquina. As organizações precisam urgentemente de arquiteturas de segurança desenhadas para este novo cenário.”
Bruno Duarte, Security Engineer Team Leader da Check Point Software Technologies
O estudo em questão revela ainda uma nova preocupação para 64% dos líderes de cibersegurança: o risco de comprometimento de dados sensíveis devido à introdução inadvertida de informação confidencial em ferramentas de IA generativa, muitas vezes através de dispositivos móveis fora do controlo direto das equipas de TI.
Plataformas como email, aplicações de colaboração e partilha de ficheiros são agora vetores preferenciais para ataques de ransomware e perda de dados.

Perante este cenário dentro do contexto da cibersegurança das empresas, a Check Point defende que a solução passa pela adoção de uma “Hybrid Mesh Security Architecture”. Este é um modelo de segurança moderno, concebido para organizações “sem fronteiras”, que combina controlos de segurança na cloud, inteligência de ameaças partilhada e gestão centralizada.
Segundo a empresa, esta arquitetura permite uma proteção preventiva e alimentada por IA em todos os endpoints, incluindo dispositivos móveis e IoT , ao mesmo tempo que oferece visibilidade e controlo em tempo real sobre aplicações de colaboração. Permite ainda uma resposta automatizada a incidentes e alivia a carga operacional das equipas de TI e SOC — uma prioridade para 42% dos inquiridos no estudo da Verizon.
“A segurança moderna deve ser proativa, distribuída e potenciada por IA. As soluções da Check Point, incluindo Harmony Mobile e a plataforma ThreatCloud AI, asseguram a proteção mais avançada e eficaz do mercado, bloqueando ameaças móveis, de email e colaboração em tempo real.”
Bruno Duarte, Security Engineer Team Leader da Check Point Software Technologies
Segundo avança a empresa expecialista no campo da cibersegurança, o mercado parece estar a reagir, com três em cada quatro organizações a terem aumentado o investimento em cibersegurança segurança móvel no último ano, e a maioria planeia reforçá-lo novamente nos próximos 12 meses.
“O relatório da Verizon é um alerta, mas também uma oportunidade”, conclui Bruno Duarte. “Não podemos continuar a remendar lacunas antigas. É tempo de construir arquiteturas de segurança preventivas, alimentadas por IA e preparadas para o futuro hiperconectado”.


