A eterna disputa pelo controlo do ar condicionado nos escritórios e em casa durante o verão, existente maioritariamente entre mulheres e homens, tem uma explicação científica.
De acordo com a Thermor, a forma como sentimos o calor ou o frio vai muito além dos números marcados no termóstato.
Mulheres sentem mais frio? Nem sempre
Embora não seja uma regra universal, as mulheres queixam-se frequentemente de sentir mais frio em ambientes onde os homens se sentem perfeitamente confortáveis. Esta diferença é justificada por fatores fisiológicos, começando desde logo pela composição corporal.
Os homens possuem, em média, uma maior percentagem de massa muscular, um tecido muito ativo que produz calor de forma constante. Por terem menos massa muscular, as mulheres produzem menos calor metabólico, o que contribui para uma maior sensibilidade ao frio.

A circulação sanguínea também ajuda a explicar este fenómeno. Estudos indicam que as mulheres apresentam uma resposta de vasoconstrição mais acentuada nas extremidades perante o frio. Isto faz com que o fluxo de sangue para as mãos e para os pés seja reduzido mais rapidamente, provocando um arrefecimento destas zonas e aumentando a sensação de frio, mesmo que a temperatura ambiente seja considerada confortável.
A somar a isto, as hormonas são outro elemento a ter em conta. Durante o ciclo menstrual, e especialmente após a ovulação, as mulheres registam um aumento de progesterona que pode elevar a temperatura corporal natural entre 0,3 ºC e 0,5 ºC. Estas oscilações alteram a forma como percecionam o ambiente térmico ao longo do mês.
O conforto térmico não é apenas físico, tendo também uma importante componente psicológica. O cérebro compara constantemente o ambiente térmico atual com aquele onde estivemos anteriormente.

Uma sala a 25 ºC pode parecer demasiado fria a quem já lá está há muito tempo, mas fresca a quem acabou de chegar da rua vindo de um exterior a 38 ºC. É por este motivo que a ASHRAE, uma das principais entidades internacionais de climatização, define o conforto térmico como uma “condição mental” de satisfação com o espaço.
Outros fatores externos e biológicos, como a humidade e a idade, tornam a procura pela temperatura perfeita numa tarefa quase impossível. A humidade elevada dificulta a evaporação do suor e a dissipação do calor corporal, fazendo com que uma divisão pareça muito mais quente do que o termómetro indica.
Além disso, à medida que envelhecemos, o corpo perde gradualmente a capacidade de regular a temperatura, o que torna as pessoas idosas particularmente sensíveis a estas variações.
Em conclusão, a Thermor assegura que não existe uma temperatura ideal que agrade a todos de forma igual. A marca, que desenvolve soluções de aquecimento e arrefecimento como a gama Áurea R290, sublinha que o verdadeiro conforto térmico resulta de um ambiente equilibrado. O segredo, segundo os especialistas, está em conjugar a temperatura ideal com níveis adequados de humidade, uma boa ventilação e um isolamento eficaz da habitação.



