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China está a transformar apps usadas para combate ao Covid-19 para monitorizar cidadãos

Como forma de combater o Covid-19, foram desenvolvidas algumas plataformas digitais que permitiam monitorizar os utilizadores e controlar as suas interações com outras pessoas e lugares. Desta forma, era possível analisar a propagação do vírus e reduzir a sua ação.

No entanto, agora que o a ameaça do Covid-19 abranda, surge o receio de algumas destas aplicações poderem agora ser utilizadas para outros fins que não respeitem a privacidade dos cidadãos.

China cria índice de saúde para habitantes de Hangzhou utilizando aplicações de combate ao Covid-19

Na cidade chinesa de Hangzhou, foi desenvolvida durante a pandemia uma aplicação que permitia monitorizar os cidadãos para que se soubesse com que dispositivos entraram em contacto, assim como quando e onde o faziam. Desta forma, conseguiam perceber quem tinha entrado em contacto com quem e de que forma o vírus se poderia ter alastrado.

Com o risco do Covid-19 a abrandar, segundo o New York Times, o governo chinês está agora a transformar estas aplicações de forma a construir um índice de saúde para cada cidadão. Com uma pontuação de 0 a 100, vários serão os dados registados para a calcular, como é o caso da distância caminhada, as horas de sono e o que o utilizador comeu ou bebeu.

Embora pareça um episódio de Black Mirror, este é um projeto que está mesmo em curso e que começa a levantar algumas questões sobre a quebra de privacidade que pode originar.

smartphone app china covid-19
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Embora este episódio mais grave esteja a ocorrer na China, a verdade é que foram desenvolvidas plataformas deste género em todo o mundo, uma delas numa parceria entre a Apple e Google, e que podem ajudar a perpetuar este problema de privacidade. No entanto, se na Europa o desenvolvimento destas plataformas levantou muitas questões e a sua utilização não seja obrigatória, no caso da China os cidadãos de Hangzhou não tiveram opção de escolha.

Depois de se ter aberto a porta a este tipo de plataformas, sob forma de tentar controlar a propagação do vírus, surge a dúvida de como estas poderão ser utilizadas e se as iremos ver aplicadas a outros fins que coloquem em causa a nossa privacidade.

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