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Restrições à Huawei na Europa podem levar a atraso no 5G e perdas de milhões de euros

Nos últimos meses temos assistido a uma grande guerra contra a Huawei a nível mundial.

Com os Estados Unidos a liderar este movimento, vários têm sido os países que têm anunciado o fim do uso de tecnologia da Huawei no desenvolvimento da rede 5G devido a possíveis atos de espionagem para o governo chinês.

Com a ameaça desta ser uma opção também para as redes europeias, a agência de pesquisa Oxford Economics revelou agora que isso poderia trazer graves consequências económicas e tecnológicas para os países.

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Oxford Economics alerta para grandes perdas na Europa com restrições à Huawei

A agência de pesquisa Oxford Economics estudou os custos de uma eventual exclusão da Huawei do desenvolvimento das redes europeias de quinta geração (5G).

As conclusões da Oxford Economics foram apresentadas no relatório “Restricting Competition in 5G Network Equipment throughout Europe” e mostram uma realidade preocupante.

A exclusão da Huawei na Europa poderia representar grandes perdas económicas a longo prazo, uma vez que se iria limitar a concorrência e assim elevar os custos de investimento e atrasar a implementação do projeto.

Segundo a projeção deste estudo, este afastamento poderia fazer com que 56 milhões de pessoas vissem adiado o acesso ao 5G até 2023, assim como uma perda permanente de PIB estimada em 40 mil milhões de euros até 2035 derivado ao possível atraso no lançamento das redes de 5ª geração.

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Consequências para Portugal

Já no caso do nosso país, o estudo afirma que a exclusão da Huawei poderia representar uma perda de 65 a 95 milhões de euros anuais, assim como um atraso no acesso a esta tecnologia até 2023 a 1 milhão de portugueses.

Além disso, poderíamos ver também o PIB do nosso país reduzido entre os 500 e os 1100 milhões de euros até 2035.

Já no lado dos benefícios, este estudo aponta que os serviços 5G e atividades associadas estimularão a atividade económica, contribuindo com 3,7 mil milhões de euros para o PIB, e apoiarão a criação de cerca de 127 300 empregos.

Embora estes dados apresentados representem apenas uma projeção das possíveis consequências, a verdade é que os resultados não são muito animadores e podem levar a um atraso na implementação deste projeto.

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