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Trump poderá ampliar bloqueio às aplicações e serviços americanos a outras marcas chinesas?

Nos últimos meses, temos assistido a grandes desenvolvimentos na guerra entre o governo de Trump e a Huawei que têm levado a grandes dificuldades para a marca chinesa.

Embora a Huawei se tenha destacado no mercado internacional no segundo trimestre, a verdade é que o deve ao grande impulso de vendas no mercado chinês. Os próximos meses não serão fáceis, tendo em conta que a marca está limitada na produção dos seus processadores Kirin, o que já motivou uma grande encomenda deste componente à Mediatek.

Se esta tem sido uma grande dor de cabeça para a Huawei, poderá em breve ser ampliada a outras marcas, visto que Trump pretende colocar em marcha uma nova fase do seu plano de limpeza a aplicações, serviços e marcas chinesas.

huawei
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Irão outras marcas chinesas seguir o caminho da Huawei?

Introduzida em abril, a iniciativa Clean Network tem como objetivo garantir a segurança e privacidade dos cidadãos americanos, afastando aplicações, serviços e equipamentos chineses de território americano.

Depois da Huawei, temos assistido também à guerra de Trump com o TikTok, cuja operação poderá ser adquirida pela Microsoft para que a rede social se possa manter nos Estados Unidos. A China Mobile, assim como outras operadoras chinesas, estão também proibidas de ter ligações às operadoras americanas, fazendo com que os cidadãos chineses não consigam ter Roaming nos Estados Unidos.

xiaomi mi

Embora ainda não se tenha a certeza de que medidas Trump irá utilizar, certo é que o presidente americano pretende eliminar o máximo de ligações entre as empresas chinesas e o território americano. Além de querer reduzir o acesso de empresas chinesas ao seu país e de ter aconselhado as empresas americanas a não alojar dados em servidores chineses, Trump está também preocupado com a segurança nos cabos submarinos que ligam os Estados Unidos ao mundo.

No seguimento do reforço de medidas nesta iniciativa, surge a hipótese de várias marcas chinesas, como a OPPO, Xiaomi ou Vivo, poderem também ser proibidas de ter acesso a aplicações e tecnologias americanas, cumprindo-se assim o que muitos destes fabricantes temiam.

No entanto, com as marcas chinesas a desempenharem um papel muito relevante nos mercados mundiais, surge a dúvida se esta poderá ser a melhor jogada por parte de Trump.

Caso estas empresas percam o acesso aos serviços da Google ou à tecnologia americana, como os processadores Qualcomm, esta poderia representar um grande impacto para a economia americana, além de as empresas chinesas se puderem aliar para desenvolver uma grande alternativa aos serviços americanos.

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