A Huawei continua a procurar uma alternativa para contornar o bloqueio do governo dos Estados Unidos da América. Embora tenha encomendado processadores Kirin 1020 suficientes para o lançamento do Mate 40, o bloqueio à produção de novos chips obriga agora a uma nova estratégia.
Se inicialmente tudo apontava para que as boas relações com a Mediatek pudessem ser a chave para este processo, um analista aponta agora para o lado oposto e apresenta a Qualcomm como uma alternativa para este abastecimento.
Poderá a Qualcomm fornecer processadores para os novos equipamentos da Huawei?
Depois da Mediatek não querer comentar o seu envolvimento neste processo, receando reprecurções do governo americano, e da empresa chinesa SMIC ainda utilizar tecnologia de 14nm (tem em desenvolvimento processos de 7 e 8 nm, mas irão demorar a chegar aos 5nm) surge agora a hipótese da Qualcomm fornecer os chips à empresa chinesa.
Claro que é estranho ser uma empresa americana a fazer este abastecimento, no entanto John Vinh, analista da KeyBanc acredita ser possível. Para isso, a Qualcomm teria de pedir ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos uma licença especial para o efeito, que Vinh acredita que seria concedida.
Embora a Google não tenha conseguido esta licença, o analista dá o exemplo da Microsoft que conseguiu vender o Windows para os computadores da Huawei.
Como justificação para o governo ceder esta licença, Vinh refere que além de beneficiar a economia do país, os bloqueios foram impostos para segurança nacional relacionada com as redes 5G e a sua infrastrutura e não para prejudicar os bens de consumo.
Com a Huawei a estar abastecida de componentes suficientes para lançar o Mate 40, resta agora esperar para 2021 para perceber qual será a alternativa da marca chinesa para continuar a evoluir o seu mercado de smartphones.
Fonte: Barrons